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Templos religiosos em Jerusalém voltam a abrir após 40 dias

Reabertura ocorre após acordo de cessar-fogo e marca retorno gradual de fiéis a locais sagrados

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Muro das Lamentações em Jerusalém • Golasso , CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons

Após mais de um mês de portas fechadas por causa da escalada militar na região, espaços considerados sagrados em Jerusalém voltaram a receber visitantes nesta quinta-feira (9).

Foram reabertos pontos centrais para três religiões: o Muro das Lamentações, a Igreja do Santo Sepulcro e a Mesquita de Al-Aqsa. O acesso havia sido suspenso por cerca de 40 dias por determinação das autoridades israelenses.

A liberação acontece na esteira de um cessar-fogo temporário, negociado após semanas de tensão envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.

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Retorno simbólico para fiéis

Com a reabertura, peregrinos e moradores voltaram a ocupar os espaços religiosos logo nas primeiras horas do dia. No Muro das Lamentações, considerado o principal local de oração do judaísmo, a presença de fiéis marcou o retorno à rotina religiosa após semanas de restrições.

A reabertura também teve forte significado para cristãos e muçulmanos, que ficaram impedidos de frequentar seus principais locais de culto durante o período.

Fechamento inédito gerou reação

Os templos foram fechados no fim de fevereiro, no início das operações militares, como parte de medidas de segurança. A decisão gerou insatisfação entre líderes religiosos e fiéis, já que atingiu simultaneamente espaços importantes para judaísmo, cristianismo e islamismo.

Mesmo durante datas simbólicas, como a Semana Santa, as celebrações ocorreram de forma limitada. Na Igreja do Santo Sepulcro, por exemplo, ritos tradicionais foram realizados sem a presença do público.

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Reabertura ocorre em clima ainda sensível

Com a retomada do acesso, cerimônias religiosas voltaram a acontecer, mas o ambiente ainda é de cautela. Na região da Mesquita de Al-Aqsa, a circulação de grupos de diferentes religiões ao longo do dia gerou momentos de tensão.

* Com agências

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.