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Ouro Preto recebe imagens sacras restauradas e recupera obra atribuída a Aleijadinho

Conjunto de esculturas do século XVIII foi entregue à Igreja de São Bartolomeu após processo de restauração

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Esculturas do século XVIII são devolvidas à Igreja de São Bartolomeu
Esculturas do século XVIII são devolvidas à Igreja de São Bartolomeu • Ascom Faop/Divulgação

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) entregou na última terça-feira (23) um conjunto de 11 imagens sacras restauradas que pertencem à Igreja de São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto. Entre as peças está uma imagem de Nossa Senhora do Carmo, atribuída ao escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

As obras estavam sob os cuidados da instituição para trabalhos de conservação e restauro e serão recolocadas nos retábulos históricos da igreja, que passa por um processo de restauração desde 2024.

Considerada uma das construções religiosas mais antigas de Minas Gerais, a Igreja de São Bartolomeu abriga exemplares de talha do chamado Estilo Nacional, característico do período colonial brasileiro.

Além da imagem atribuída a Aleijadinho, o conjunto inclui esculturas de São João Nepomuceno, Santa Efigênia, Sant’Ana, Nossa Senhora do Pilar, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, um Crucificado e um Divino Espírito Santo, todas produzidas no século XVIII.

Segundo a Faop, outra imagem de Nossa Senhora do Rosário permanece em processo de restauração. Já a escultura de Nossa Senhora das Candeias foi devolvida anteriormente à Arquidiocese responsável pelo templo.

Patrimônio histórico

Especialistas destacam a relevância histórica e artística das peças para a preservação da memória religiosa de Minas Gerais. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauro da Faop, Valéria Tomé França, algumas das imagens estão entre os registros mais antigos da devoção popular no estado.

Parte das peças também é citada em documentos históricos e obras dedicadas à religiosidade do período colonial mineiro.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.