Caminhos de Minas: conheça Catas Altas, destino histórico aos pés da Serra do Caraça
Cidade mineira reúne construções coloniais, igrejas históricas, cachoeiras e paisagens de montanha

A cerca de 120 quilômetros de Belo Horizonte, Catas Altas é um destino que combina história, natureza e tranquilidade em uma pequena cidade mineira. Com pouco mais de 5 mil habitantes, o município tem construções coloniais, ruas de pedra, igrejas do século XVIII, cachoeiras e paisagens marcadas pela Serra do Caraça.
O perímetro urbano de Catas Altas é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), como forma de proteger o patrimônio histórico, cultural e religioso local.
Catas Altas

A história do município está ligada à mineração. “Catas” significa garimpo e faz referência às escavações feitas no território para a extração de ouro. Como as áreas mais ricas ficavam nas partes mais altas da serra, os garimpeiros diziam que “as catas estavam altas”, dando origem ao nome da cidade.
A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a Capela de Santa Quitéria estão entre os principais pontos históricos do destino. Construídos no século XVIII, os templos preservam elementos artísticos atribuídos a nomes importantes da arte colonial mineira, como Aleijadinho e Mestre Ataíde.
Outro marco histórico é o Bicame de Pedra, aqueduto construído por escravizados em 1792.
Serra do Caraça

Além do patrimônio histórico, Catas Altas é cercada pela Serra do Caraça, conjunto de formações rochosas que é um dos destaques naturais da região.
O município tem ainda o Pico de Catas Altas, o Pico do Baiano, o Banho do Belchior e cachoeiras procuradas para passeios e banhos. As piscinas naturais e o Santuário do Caraça também fazem parte das possibilidades para quem visita a cidade.
A região também integra o Caminho dos Diamantes, um dos trechos da Estrada Real, que permite explorar o destino por roteiros históricos, culturais e de natureza.
Também vale reservar um espaço para a gastronomia local, com destaque para as quitandas e o vinho de jabuticaba, além da tradicional festa do vinho, realizada anualmente no mês de maio.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.











