Depois de se destacar na
Minas é o único destino brasileiro da lista. E está enganado quem pensa que o estado chamou atenção somente pela tradição culinária. Desta vez, a revista descreve Minas Gerais como “o sonho de qualquer amante do design” e diz que Belo Horizonte é uma “capital em ascensão”.
Arte, arquitetura e tradição
A Condé Nast Traveler recomenda Minas para quem busca arte moderna. De acordo com a publicação, embora o estado esteja localizado na região central do país, ele ainda passa despercebido por parte do público internacional, mesmo abrigando algumas das melhores arquiteturas contemporâneas do mundo.
A revista ressalta que, além da capital moderna, Minas ganhou novos hotéis e restaurantes que “rivalizam com os do Rio de Janeiro”.
Tesouro brasileiro ainda subestimado
Comida mineira aparece em lista internacional
Ao contextualizar o Brasil como um país de dimensões continentais, a Condé Nast Traveler lembra a diversidade de paisagens nacionais, que vai das praias do Nordeste aos vinhedos do Sul e ao Pantanal. Nesse cenário, Minas Gerais é descrita como um dos tesouros mais subestimados do país, especialmente para visitantes estrangeiros.
A publicação destaca as profundas tradições culinárias, os ecos da arquitetura colonial e a hospitalidade calorosa como marcas do estado, que figura entre as maiores do Brasil em extensão territorial.
Belo Horizonte, capital em ascensão
A Condé Nast Traveler afirma que Belo Horizonte vem se transformando de forma discreta em um destino imperdível, impulsionada pela cultura dos botecos. Segundo a revista, bares simples e, muitas vezes, pouco conhecidos são responsáveis por servir comida de qualidade e cerveja sempre gelada, criando uma identidade gastronômica própria.
De acordo com a revista, inspirando-se em movimentos como a bistronomia parisiense, jovens chefs têm reinventado clássicos regionais em espaços modernos. Entre os exemplos citados estão o Bar Pirex, de Caio Soter, e A Porca Voadora, de Bruna Resende. Paralelamente, a cena artística da capital segue em expansão.
Como exemplo, Condé cita a Galeria Ficus, projeto da equipe de arquitetura responsável pelo Mercado Novo, apontado pela revista como um polo cultural e gastronômico que ajudou a remodelar o tecido urbano da cidade na última década.
Mercado Novo, em Belo Horizonte
Savassi e a força da arte contemporânea
No bairro da Savassi, a recém-reinaugurada Albuquerque Contemporânea é apontada pela revista como um polo em rápida consolidação da arte contemporânea brasileira. “O espaço tem apostado em artistas locais em ascensão, como Mateus Moreira, que inaugura exposição em março de 2026, e também representa nomes de projeção internacional, como Ana Maria Tavares”.
Para a Condé Nast Traveler, esse movimento contribui para colocar Belo Horizonte em diálogo com centros culturais como São Paulo e Rio de Janeiro. A publicação também destaca a chegada do primeiro hotel Tribe, da rede Accor, no Brasil, inaugurado na capital mineira em setembro de 2025.
Inhotim celebra 20 anos em 2026
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A cerca de uma hora e meia de carro de Belo Horizonte, o
Dicas da revista para planejar a viagem
Ao final do texto, a Condé Nast Traveler orienta que Belo Horizonte não conta com muitos voos internacionais diretos, mas possui boas conexões com cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, com várias partidas diárias.
Para visitar o Inhotim, a recomendação é alugar um carro, o que também permite explorar cidades menores e rotas gastronômicas pelo estado. A revista alerta para a importância de um veículo adequado, já que algumas estradas são de terra.
Segundo a publicação, o período entre maio e setembro apresenta temperaturas mais amenas, embora Minas Gerais seja descrita como um destino atraente durante todo o ano.