Governo de Portugal avança com proposta para acelerar deportação
Texto amplia prazo de detenção, reduz recursos contra deportação e marca endurecimento da política migratória no país

O governo de Portugal apresentou um projeto de lei que prevê mudanças nas regras migratórias, com foco na aceleração de deportações de imigrantes em situação irregular. A proposta foi aprovada pelo Conselho de Ministros e agora segue para votação no Parlamento.
Entre as principais medidas está a redução do tempo dos processos de expulsão e a limitação de recursos utilizados para adiar deportações. O texto também amplia o período máximo de detenção preventiva, que pode passar de 60 dias para até 18 meses.
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Segundo o porta-voz do governo, António Leitão Amaro, a proposta busca dar resposta à baixa taxa de deportações no país. Ele defende que a permanência irregular deve ter consequências mais rápidas e efetivas.
O projeto também prevê a análise simultânea de pedidos de asilo, com o objetivo de evitar que esse tipo de solicitação seja usado para postergar expulsões. Além disso, aumenta o tempo de proibição de retorno ao país para pessoas deportadas.
Mesmo sem maioria parlamentar, o governo tem conseguido avançar com pautas migratórias com apoio de partidos mais à direita. O endurecimento das regras vem sendo adotado desde 2024, com a gestão do primeiro-ministro Luís Montenegro, que mudou a política mais flexível adotada anteriormente.
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Um dos argumentos citados pelo governo é um episódio ocorrido em 2025, quando cerca de 40 migrantes que chegaram ao sul do país acabaram libertados e deixaram o território antes da conclusão dos processos de deportação.
A discussão ocorre em um contexto mais amplo na União Europeia, onde países debatem ampliar o tempo máximo de detenção de imigrantes, com propostas que podem chegar a até dois anos.
Atualmente, Portugal registra mais de 1,5 milhão de estrangeiros residentes, o equivalente a cerca de 15% da população — um crescimento expressivo em relação aos últimos anos.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.



