Sete erros podem atrasar processo de cidadania europeia; veja quais evitar
Alta na demanda e mudanças nas regras aumentam exigências e tempo de análise, segundo especialista: “Qualquer falha documental hoje pode significar anos de espera adicional”

O sonho de conquistar a cidadania europeia pode esbarrar em entraves burocráticos quando há falhas na documentação. De acordo com relatório da consultoria Goal (Global Outreach & Asset Liaison), divulgado no início de 2026, mais de 700 mil processos estão pendentes na Europa — cenário influenciado por mudanças nas legislações da Itália e de Portugal no último ano.
As informações foram divulgadas pela empresa Cidadania4U. Segundo o CEO e cofundador da companhia, Rafael Gianesini, o aumento da fila também está ligado à digitalização dos consulados e ao endurecimento das regras. “Qualquer falha documental hoje pode significar anos de espera adicional”, afirma.
Ainda segundo o especialista, a falta de orientação adequada e o desconhecimento das exigências atuais aumentam o risco de erros que podem travar ou até reiniciar o processo. Confira os principais:
- Divergências nos dados das certidões
Diferenças na grafia de nomes ou datas entre documentos exigem retificação em cartório e podem paralisar o andamento. - Documentos desatualizados
Certidões antigas não são aceitas. Em geral, é necessário emitir documentos com menos de um ano — ou até seis meses, dependendo do caso. - Uso inadequado de certidões de batismo
Quando não há registro civil, a certidão religiosa pode ser aceita, mas precisa seguir exigências específicas e validações da Igreja. - Falhas na Apostila de Haia
A ausência ou aplicação incorreta da apostila invalida documentos brasileiros no exterior e pode levar à devolução do processo. - Traduções não juramentadas
Traduções simples ou feitas por profissionais não credenciados não são aceitas pelas autoridades. - Certidão Negativa de Naturalização incompleta
No caso da cidadania italiana, o documento deve incluir todas as variações de nome do antepassado.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



