Caminho dos Veadeiros percorre mais de 1,2 mil km no coração do Cerrado
Travessia passa por cachoeiras, cânions, mirantes e áreas de proteção

Uma rota de mais de 1,2 mil quilômetros atravessa o Cerrado de Goiás e conecta diferentes paisagens e destinos turísticos do estado. O Caminho dos Veadeiros liga os municípios de Formosa e Cavalcante e pode ser percorrido a pé ou de bicicleta.
O percurso faz parte do Caminho dos Goyazes, rede de trilhas que conecta diferentes regiões de Goiás. A proposta é levar os viajantes a áreas de importância histórica e paisagística, passando por rios, cachoeiras, cânions e pontos de observação ao longo do trajeto.
Rota pode levar 20 dias
O Caminho dos Veadeiros tem 1.212 quilômetros divididos em quatro setores. A estrutura inclui um percurso de trekking com 483 quilômetros e duas opções voltadas ao cicloturismo, ambas com mais de 400 quilômetros.
A Serra Geral do Paranã funciona como a principal referência do trajeto. Durante a travessia, os viajantes encontram paisagens do Cerrado, rios de águas cristalinas, cachoeiras e cânions. A realização de todo o percurso leva aproximadamente 20 dias.
A sinalização segue o formato de uma pegada de bota, com cores amarela e preta. Os símbolos fazem referência à região, com galhos do Cerrado representando a vegetação, um veado indicando a fauna e o Morro da Baleia como elemento da paisagem. Uma barraca de camping indica o caminho a seguir.
- Caminho de Cora Coralina: trilha de 300 km conecta natureza, história e poesia em Goiás
- Ecoturismo: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil
O que conhecer pelo caminho?
O trajeto passa por sete municípios goianos: Formosa, Planaltina de Goiás, Água Fria de Goiás, São João d'Aliança, Alto Paraíso de Goiás, Colinas do Sul e Cavalcante.
Ao longo da rota, também estão áreas protegidas como a Área de Proteção Ambiental do Planalto Central, o Parque Municipal do Itiquira, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e a Área de Proteção Ambiental do Pouso Alto.
A viagem permite observar aves e outros animais silvestres, conhecer mirantes e picos, tomar banho de cachoeira e visitar grutas e museus ligados à memória da região.
*Com informações do Ministério do Turismo
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



