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11 de Setembro: o que mudou na segurança das viagens de avião após os atentados?

Ataques de 2001 transformaram procedimentos em aeroportos e dentro das aeronaves

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Procedimentos de segurança nos aeroportos foram reforçados após os atentados de 11 de setembro de 2001
Procedimentos de segurança nos aeroportos foram reforçados após os atentados de 11 de setembro de 2001 • Unsplash

Atualmente, as viagens de avião seguem alguns procedimentos de segurança obrigatórios. O que muitas pessoas não sabem é que parte dessas medidas foi implementada após os atentados de 11 de setembro, há 25 anos, nos Estados Unidos, que provocaram mudanças na forma como aeroportos e companhias aéreas lidam com a segurança.

A principal transformação aconteceu dentro das próprias aeronaves. Antes dos ataques, o acesso à cabine de comando podia ser permitido em algumas situações, inclusive para crianças, familiares de tripulantes e passageiros interessados em conhecer o espaço.

Após os ataques, a cabine passou a ser uma área de acesso extremamente restrito, com portas reforçadas e procedimentos específicos para impedir a entrada de pessoas não autorizadas e qualquer interferência nos comandos da aeronave durante o voo.

Controle antes do embarque

A segurança também passou a ocupar um espaço maior na rotina dos aeroportos. O passageiro passou a enfrentar uma sequência mais rígida de procedimentos para chegar até o avião.

A inspeção envolve a identificação do viajante, a conferência de objetos e o controle de acesso às áreas restritas. Equipamentos como scanners e detectores foram incorporados a esse processo, enquanto determinados itens começaram a receber atenção especial.

Malas despachadas são identificadas com os dados dos passageiros e inspecionadas antes de serem encaminhadas para os aviões. Quando alguma irregularidade é identificada, a bagagem pode ser submetida a uma verificação adicional.

Áreas operacionais

Os aeroportos passaram a controlar com mais rigor as chamadas áreas operacionais, onde ficam pátios, aviões e outros espaços de circulação restrita. O acesso de pessoas, veículos e equipamentos é monitorado nesses locais.

Também existem procedimentos voltados para as próprias aeronaves e para o acompanhamento da operação dos voos. Parte desses mecanismos acontece longe dos terminais e não interfere diretamente na circulação dos passageiros.

Tempo de embarque e restrições

Na prática, todas essas mudanças alteraram o tempo e a preparação necessários para embarcar. A inspeção de segurança passou a ser uma etapa importante do planejamento da viagem, principalmente em aeroportos de grande movimentação.

O viajante também passou a lidar com mais restrições sobre o que pode levar consigo e com procedimentos diferentes para objetos transportados na bagagem de mão.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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