Aeroporto de Confins ganha primeiro robô do mundo para entrega de compras
Tecnologia permite pedir alimentos, bebidas e outros produtos pelo celular e receber a compra em pontos do terminal

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, estreou um serviço de entregas por meio de um robô autônomo desenvolvido para atuar em terminais. A tecnologia permite que passageiros, visitantes e integrantes da comunidade aeroportuária comprem alimentos, bebidas e outros produtos pelo celular e recebam os pedidos em pontos determinados.
O serviço funciona na área pública do aeroporto, no saguão, e inicialmente conecta quatro operações comerciais. A plataforma também prevê a expansão do atendimento para mais de 40 pontos de entrega mapeados em locais estratégicos, com possibilidade de levar o serviço a outros estabelecimentos e áreas do terminal, inclusive a de embarque.
Como funciona?
A ferramenta funciona como um marketplace aeroportuário. Pelo aplicativo, o usuário acessa as lojas participantes, consulta os produtos disponíveis, faz o pagamento e escolhe onde deseja receber a compra.
Após a confirmação do pedido, o estabelecimento prepara os produtos e informa no sistema quando estão prontos. O robô é então acionado, segue até a loja para buscar os itens e se desloca até o ponto escolhido pelo cliente.
Quando chega ao local indicado, o usuário utiliza o aplicativo para abrir o compartimento e retirar a compra.

- Copa Airlines amplia oferta de voos em Belo Horizonte a partir de janeiro
- Latam amplia voos para o Nordeste e anuncia rota entre Salvador e Santiago
Tecnologia
Desenvolvido no Brasil pela TracF Tech, o robô foi projetado para circular em ambientes com grande fluxo de pessoas. O equipamento utiliza sensores, câmeras de profundidade, radar e recursos anticolisão para identificar obstáculos e pessoas durante o trajeto.
Caso encontre algum obstáculo, o robô interrompe o deslocamento e aguarda a liberação da rota. O sistema também utiliza barreiras virtuais para delimitar as áreas onde o equipamento pode circular e bloquear locais restritos ou incompatíveis com sua movimentação.
Durante o percurso, o robô pode emitir mensagens de orientação para solicitar passagem.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



