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Três irmãs brasileiras ultrapassam os 100 anos com hábitos simples e naturais

Conheça a rotina de alimentação, trabalho e convívio familiar que marcou a vida do trio centenário reconhecido como o mais longevo do mundo

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Imagem ilustrativa Pixabay

Aos 104 anos, Zoraide de Deus Mota não acredita em fórmulas mágicas para a longevidade. Para ela, a resposta é direta: viver tranquila, não fazer mal a ninguém e pensar no dia de amanhã. A irmã Zulina, de 103 anos, resume de outra forma: o segredo é saber viver. A mais velha, Levita, acaba de completar 109 anos e atribui tudo à graça divina.

Juntas, as três somam 316 anos e conquistaram o reconhecimento da LongeviQuest como o trio de irmãs vivas mais longevo do planeta. Nascidas em Cedro de São João, no interior de Sergipe, elas compartilham uma história marcada por alimentação natural, rotina ativa e forte convívio familiar. Conheça os hábitos e costumes que acompanharam a trajetória dessas mulheres.

Alimentação natural desde a infância moldou a saúde das irmãs

A base da alimentação das três irmãs vinha diretamente do quintal de casa. O pai criava vacas e cabras, enquanto a família cultivava frutas, verduras e legumes. O milho usado no cuscuz era ralado manualmente, preservando o sabor e os nutrientes.

Zulina relembra a diferença: “A gente sentia o gosto do cuscuz do milho, hoje não sente gosto de nada”. A ausência de alimentos industrializados e processados marcou a infância das irmãs.

Ângela, filha de Zoraide, reconhece o impacto dessa alimentação: “Elas cresceram com uma alimentação muito natural. Hoje a gente come muita coisa industrializada, muita coisa processada”. A rotina alimentar simples e caseira fez parte da formação das três.

Trabalho e rotina ativa integraram o cotidiano familiar

Além da alimentação natural, o trabalho constante e a rotina ativa fizeram parte da vida das irmãs desde cedo. A família inteira participava das atividades diárias, cultivando alimentos e cuidando dos animais.

Essa dinâmica criou um estilo de vida baseado em movimento, responsabilidade e tarefas compartilhadas. A combinação entre trabalho manual e alimentação de qualidade formou a base dos hábitos que as acompanharam ao longo de mais de um século.

A genética familiar e a longevidade da mãe

A longevidade não é novidade na família. Jovelina de Deus Nunes, mãe das três irmãs, viveu até os 100 anos. Esse histórico familiar chama a atenção e sugere a presença de um componente genético relevante.

Mesmo assim, os familiares destacam que a educação recebida e os hábitos construídos ao longo da vida também contribuíram para que as três ultrapassassem a marca dos 100 anos. A genética, sozinha, não explica tudo, mas pode desempenhar um papel importante na longevidade.

Atividades, amizades e leitura continuam presentes após os 100 anos

Mesmo com mais de um século de vida, as irmãs mantêm interesses variados. Zulina gosta de cozinhar e acompanha a rotina dos parentes. Levita segue lendo regularmente. Zoraide compartilha histórias da juventude e da criação dos filhos com quem a visita.

Jogos de buraco, palavras cruzadas e encontros com amigos fazem parte do dia a dia. Lucas Guerra, bisneto de Zoraide, confirma: “Até hoje ela se encontra, ela tem amizade”. A convivência social permanece ativa e valorizada pelas três.

Fé e mentalidade positiva atravessam gerações

A fé representa outro ponto em comum entre as irmãs. Quando questionada sobre sua longevidade, Levita respondeu com simplicidade: “É graça de Deus”.

A disposição de viver sem fazer mal a ninguém e de pensar no futuro, mencionada por Zoraide, reflete uma postura tranquila diante da vida. Essa combinação entre espiritualidade e filosofia pessoal acompanha as três até hoje.

Como a idade das irmãs foi validada cientificamente

A LongeviQuest descobriu a história da família após uma homenagem aos 108 anos de Levita ser compartilhada nas redes sociais. A organização conduziu uma análise de documentos de diferentes fases da vida das irmãs.

Foram examinadas certidões de nascimento, batismo e casamento, além de carteira de trabalho e documentos atuais. A validação foi realizada pelos pesquisadores responsáveis pelo Brasil, Iara Souza e Gabriel Ainsworth, seguindo protocolos internacionais de verificação da longevidade.

União familiar e cuidados na rotina atual

Filhos, netos, bisnetos e tataranetos cercam as três irmãs na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde vivem atualmente. A família destaca a genética, os hábitos e a união como fatores centrais para a longevidade.

Os parentes estão presentes na rotina diária e nos cuidados necessários. Entre as gerações mais jovens, a esperança de chegar aos 100 anos vem acompanhada de outro desejo: envelhecer com saúde e autonomia, seguindo o exemplo das três centenárias.

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