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Sua pele está pronta para a primavera? Veja cuidados que fazem diferença

Depois de meses de frio e exposição à calefação, a pele pode ficar mais seca, sensível e sem viço. Veja como adaptar os cuidados para a chegada da estação das flores

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O inverno exige uma rotina de skincare focada em hidratação e proteção da barreira cutânea
O inverno exige uma rotina de skincare focada em hidratação e proteção da barreira cutânea • Magnific

A mudança do inverno para a primavera não altera apenas a temperatura. A pele também pode sentir os efeitos da nova estação e exigir alguns ajustes na rotina de cuidados. Depois de meses exposta ao frio, à baixa umidade e à calefação, é comum que ela apresente ressecamento, sensibilidade, descamação e perda de luminosidade.

Especialistas consultados pelo site argentino Infobae destacam, porém, que não existe uma rotina única que funcione para todas as pessoas. O primeiro passo é entender como a pele está e escolher os cuidados de acordo com suas necessidades.

Como a pele chega ao fim do inverno

Segundo o dermatologista Christian Sánchez Saizar, depois do inverno a pele pode estar “mais seca, opaca, sensível ou com a barreira cutânea alterada”. Também podem aparecer manchas, alterações na textura, poros mais visíveis e perda de luminosidade.

O especialista alerta que nem toda mudança na aparência significa envelhecimento. “Às vezes uma pele apagada ou com linhas mais evidentes está pedindo hidratação, reparação da barreira e melhora da qualidade cutânea”, afirmou.

A médica Cristina Sciales também chama atenção para a diferença entre tipo e condição da pele. Algumas pessoas podem apresentar descamação e ressecamento, enquanto outras ficam mais sensíveis ou com alterações na textura. A desidratação, segundo ela, pode ocorrer em diferentes tipos de pele.

Não existe uma rotina igual para todos

Um dos principais pontos destacados pelos especialistas é a importância de uma avaliação individualizada antes de escolher produtos ou procedimentos.

“Nenhuma pele é igual a outra. Uma pele com rosácea não precisa do mesmo que uma pele com melasma, uma pele oleosa, uma pele sensível ou simplesmente desidratada”, explicou Sánchez Saizar.

A avaliação pode levar em conta fatores como idade, sensibilidade, presença de manchas, acne, rosácea, tratamentos anteriores e hábitos cotidianos. Para Sciales, a escolha dos cuidados deve partir de um diagnóstico, e não apenas de uma tendência.

A médica Griselda Seleme resume a ideia: “A primavera não exige fazer mais tratamentos, mas escolher melhor”. Segundo ela, o ideal é avaliar hidratação, textura, manchas, sensibilidade, poros, flacidez e possíveis danos causados pelo sol antes de definir qualquer estratégia.

O que pode mudar na rotina de cuidados

A chegada do calor não significa abandonar completamente os produtos usados durante o inverno. Em alguns casos, pode ser necessário apenas adaptar as texturas e a frequência de determinados produtos.

Sciales recomenda revisar principalmente três pontos: limpeza, hidratação e proteção solar. Se a pessoa utilizou produtos mais densos durante o inverno, pode ser necessário substituí-los gradualmente por texturas mais leves conforme as temperaturas aumentam.

A hidratação, entretanto, continua importante. “Não recomendaria abandonar a hidratação simplesmente porque começa o calor”, afirmou a especialista.

Outro cuidado que ganha ainda mais importância é a proteção contra o sol. Com o aumento da exposição solar na primavera, o protetor deve fazer parte da rotina diária e não ficar restrito a dias de praia ou férias.

Mais tratamentos não significam necessariamente uma pele melhor

Os especialistas também defendem cautela com a ideia de concentrar vários procedimentos antes da chegada do verão.

Para Sánchez Saizar, a medicina estética caminha cada vez mais para planos combinados e personalizados, com foco em melhorar a qualidade da pele de maneira natural. “Não se trata de transformar um rosto, mas de melhorar a pele e acompanhar o passo do tempo com naturalidade”, explicou.

Sciales reforça que os resultados são construídos ao longo do tempo. “A qualidade cutânea se constrói no tempo e não necessariamente se obtém fazendo mais coisas em menos semanas”, afirmou.

Por isso, a mudança de estação pode ser uma boa oportunidade para reavaliar a rotina, mas não significa que seja necessário aumentar a quantidade de produtos ou procedimentos.

Estresse e hábitos também influenciam

O cuidado com a pele não depende apenas do que é aplicado no rosto. Os especialistas também destacam a influência de fatores como estresse, descanso e alimentação.

Segundo Sciales, a pele responde às condições do organismo, e o estresse prolongado pode interferir em mecanismos relacionados à barreira cutânea, à inflamação e à reparação.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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