Qual a origem da franja e por que ela recebe esse nome?
Estilo que atravessa gerações, a franja surgiu há séculos e passou por diferentes transformações ao longo da história

A franja, conhecida como flequillo em espanhol, é um dos cortes de cabelo mais tradicionais e versáteis. O estilo pode transformar o visual sem exigir mudanças radicais no comprimento dos fios e, ao longo dos séculos, foi associado à beleza, ao status social e à expressão pessoal.
Mas você já se perguntou qual é a origem da franja e por que ela recebeu esse nome?
Qual é a origem da franja?
A origem do termo está relacionada à palavra latina “floccus”, usada para descrever fios ou pedaços de tecido que ficavam soltos e se destacavam de uma superfície. Com o passar do tempo, a expressão passou a ser utilizada também para se referir aos cabelos cortados sobre a testa.
A história da franja, porém, é muito mais antiga do que o uso moderno do corte.
No Antigo Egito, por exemplo, integrantes das elites usavam perucas retas com franjas. Além de ajudar na proteção contra o sol, o penteado também estava relacionado à posição social de quem o utilizava.
Franja também era usada na Grécia e em Roma
O estilo também apareceu entre as elites da Grécia e da Roma Antigas. Naquele período, os cabelos eram utilizados como parte da construção da aparência e podiam estar relacionados a conceitos como simetria, ordem e status.
Séculos depois, a franja continuou presente entre integrantes das monarquias europeias. Um dos exemplos citados é o rei Fernando II de Aragão, que aparece com o cabelo sobre a testa em alguns retratos.
Outro estilo que ganhou destaque foi o chamado “flequillo Alexandra”, associado à rainha Alexandra da Dinamarca. A característica principal era uma franja curta e cacheada.
Franja virou símbolo de liberdade nos anos 1920
Foi na década de 1920 que a franja ganhou uma nova dimensão. As chamadas flappers, mulheres que romperam com padrões de comportamento e moda da época, passaram a usar o corte combinado ao cabelo curto no estilo bob.
O visual geralmente tinha uma franja reta e volumosa, acompanhada de cabelos cortados na altura da mandíbula. Entre as artistas que ajudaram a popularizar o estilo estavam Anna May Wong e Louise Brooks.
Audrey Hepburn e Brigitte Bardot ajudaram a popularizar a franja
A partir dos anos 1950, a franja voltou a ganhar força graças a grandes nomes do cinema e da moda. Audrey Hepburn ajudou a consolidar o estilo, enquanto Brigitte Bardot ficou conhecida pela chamada franja cortina.
Outras personalidades, como Jane Birkin, Anita Pallenberg e Marianne Faithfull, também adotaram diferentes versões do corte.
Já nos anos 1990, o estilo voltou a aparecer com força em Hollywood. Meg Ryan, Cameron Diaz e as irmãs Olsen ajudaram a colocar a franja novamente entre as tendências.
Franja continua sendo tendência
Atualmente, a franja aparece em diferentes formatos, desde cortes retos e curtos até versões desfiadas, laterais e cortina. No Japão, por exemplo, o hime cut, que pode incorporar uma microfranja, possui também significados culturais e estéticos próprios.
Mais do que uma simples mudança no cabelo, o corte passou a funcionar como uma forma de expressão individual. Para a historiadora do cabelo Rachael Gibson, o cabelo está diretamente relacionado a elementos como status, identidade e autoexpressão.
Assim, a franja deixou de ser apenas um recurso estético e se transformou em um elemento capaz de acompanhar diferentes épocas, culturas e tendências da moda.
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