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Segundo a psicologia, pessoas que possuem animais de estimação têm essas características

Empatia, responsabilidade e sensibilidade são algumas das qualidades presentes com maior frequência em donos de pets

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Donos de pets
Donos de pets tendem a ser mais empáticos e sensíveis • Magnific

Desde a infância, muita gente aprende que ter um animal de estimação vai muito além de ter uma companhia para brincar. Cuidar de um cachorro ou gato envolve rotina, alimentação, atenção, visitas ao veterinário e, principalmente, a consciência de que existe outro ser vivo que depende de você.

A psicologia também encontra respaldo nessa ideia. Algumas pesquisas indicam que pessoas que desenvolvem vínculos mais fortes com seus pets tendem a apresentar níveis um pouco maiores de responsabilidade, empatia e sensibilidade emocional.

Um dos estudos foi realizado pela Queen's University Belfast com 938 donos de cães e gatos de diferentes países. Os resultados mostraram que pessoas com pontuações mais altas em conscienciosidade, uma característica do modelo dos Cinco Grandes Fatores da personalidade, relacionada à organização, consistência e ao cumprimento de obrigações, também tendiam a demonstrar um apego maior aos animais.

Mas isso não significa que alguém precise ser empático com todos os seres vivos para construir uma relação intensa com um pet. O que os estudos apontam é uma possível associação entre esse vínculo e alguns aspectos da sensibilidade emocional.

É preciso ter um animal de estimação?

Não. E essa é uma parte importante da discussão.

Uma pesquisa de 2024, por exemplo, apontou que uma ligação mais forte com animais de estimação estava associada a uma maior empatia pelos próprios animais. Essa empatia também apareceu relacionada a comportamentos mais pró-sociais com outras pessoas, como preocupação e disposição para ajudar.

Uma possível explicação está na própria convivência. Diferentemente dos seres humanos, cães e gatos não conseguem dizer com palavras que estão com medo, fome, dor ou desconforto. Quem vive com eles precisa aprender a interpretar sinais mais sutis, como uma mudança no olhar, na postura, no comportamento ou até na maneira de comer.

É justamente nesse processo de observar e entender o outro que algumas habilidades emocionais podem ser exercitadas no dia a dia.

Mas vale ficar atento a uma diferença importante: uma pessoa que não tem animal de estimação não é, por isso, menos responsável ou compassiva. Da mesma forma, alguém completamente apaixonado pelo próprio cachorro ou gato não será necessariamente sensível em todas as suas relações.

A conclusão mais prudente é que pessoas muito ligadas aos seus animais tendem, em média, a apresentar pontuações um pouco maiores em características como responsabilidade e empatia, especialmente quando essa empatia está relacionada aos próprios pets. Isso indica uma associação, e não uma regra sobre a personalidade de quem tem ou não um animal de estimação.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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