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Quantas ações é preciso ter para montar uma carteira diversificada?

Veja quantas ações comprar e como definir o tamanho da posição, quantos ativos ter na carteira e como investir com pouco dinheiro e mais controle de risco

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Mulher de blusa preta investindo em ações pelo celular.
Representação de pessoa investindo em ações • MegoStudio/Magnific

Como eu começo a investir em renda variável? Qual é o melhor investimento para mim? Preciso ter muito dinheiro para iniciar? Quantas ações comprar? Essas são dúvidas comuns ao dar os primeiros passos no mercado financeiro.

E essas questões fazem sentido. Afinal, não existe um investimento ou uma quantidade única de ações que funcione para todos os investidores. O número ideal depende do seu orçamento, do seu perfil de risco, dos seus objetivos e até da estratégia escolhida para montar a carteira.

Segundo a pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Anbima em parceria com o Datafolha, 36% dos brasileiros têm algum tipo de investimento financeiro (60 milhões de pessoas), percentual superior ao registrado em 2021, além de haver potencial para 23 milhões de novos investidores até 2026.

E se você faz parte desse grupo que quer começar no mercado financeiro, continue a leitura para entender quanto investir em ações e como construir uma carteira diversificada desde os primeiros aportes.

Quanto investir em ações e como calcular o tamanho da posição?

O valor depende de duas decisões: qual parcela do patrimônio será destinada à renda variável e quanto cada ativo representará na carteira. Para calcular, existem três métodos principais: por valor disponível, por percentual do patrimônio e por risco da operação, chamado de stop loss no mercado financeiro.

Entenda como funciona cada método.

  • Pelo valor disponível

Esse é o método mais simples para iniciantes. Basta dividir o valor destinado à B3 entre os ativos escolhidos. Por exemplo, se você tem R$ 10.000 para investir e pretende comprar 5 ações, pode alocar R$ 2.000 em cada uma.

Portanto, a fórmula é: Capital disponível ÷ Número de ativos = Valor por ação.

A sua principal vantagem é ser fácil de aplicar, mas, por outro lado, esse método não considera o risco de cada ativo.

  • Pelo percentual do patrimônio

Nesse modelo, você define primeiro quanto do patrimônio total ficará em ações. Se tem R$ 200.000 e decide investir 20% em renda variável, terá R$ 40.000 para distribuir entre os ativos.

A fórmula é: Patrimônio × Percentual definido = Valor para ações.

Essa abordagem ajuda a manter a carteira alinhada ao seu perfil de risco, o que evita uma exposição mais elevada do que você está disposto a assumir.

  • Pelo risco da operação (stop loss)

É o método mais utilizado para o controle de risco. Sua fórmula é: Risco em R$ ÷ (Preço de entrada − Stop) = Quantidade de Ações.

Esse método permite ajustar o tamanho da posição ao risco real de cada operação. É especialmente útil para quem opera com análise técnica e define pontos de saída previamente. Cabe destacar que, se o valor não fechar um lote padrão ao calcular quantas ações comprar, você pode usar o mercado fracionário, identificado pelo sufixo

Como usar o mercado fracionário para ajustar os valores

Quando o cálculo não resulta em lotes padrões de 100 ações, o mercado fracionário resolve o problema. Identificado pelo sufixo F no ticker, permite comprar de 1 a 99 ações.

Essa opção possibilita ajustar o investimento ao valor disponível mesmo com pouco capital, permitindo construir posições gradualmente sem esperar juntar o valor de um lote completo.

  • Quantas ações ter na carteira de investimento?

De forma geral, uma carteira com 8 a 15 ações costuma oferecer um bom equilíbrio entre diversificação e facilidade de acompanhamento. Embora não exista um número ideal para todos os casos, essa faixa ajuda a reduzir os riscos sem tornar a gestão dos investimentos excessivamente complexa.

Porém, é fundamental considerar seu capital disponível, o tempo dedicado ao acompanhamento dos investimentos e seus objetivos financeiros para definir quantas ações ter na carteira.

Para iniciantes, por exemplo, pode ser mais interessante começar com 3 a 6 ações ou combinar alguns ativos com ETFs, os fundos de índice que reúnem diversas ações em um único investimento, para ganhar diversificação desde o início.

Como controlar o peso de cada posição na carteira

Além do número de ações, é importante controlar o peso de cada posição. E uma regra prática e bastante usada no mercado envolve dois pilares:

  • Limitar cada ativo a cerca de 5% a 10% da carteira;
  • Deixar a exposição a um único setor ficar entre 20% e 30% do patrimônio investido em renda variável.

Por isso, os ETFs são uma alternativa interessante para diversificar com menos esforço de análise. Já os BDRs podem complementar a carteira com exposição internacional, pois permitem investir em empresas estrangeiras, como Apple, Microsoft e Amazon, sem precisar abrir conta em uma corretora no exterior.

Por fim, faça um rebalanceamento periódico, geralmente a cada trimestre ou semestre, para manter os pesos definidos e evitar concentrações excessivas ao longo do tempo.

Como diversificar a carteira de ações sem aumentar os riscos?

A melhor forma é combinar os ativos com comportamentos diferentes, limitar o peso de cada posição e evitar concentração no mesmo setor ou fator econômico. Logo, uma carteira bem-diversificada não depende da quantidade de ativos, mas da qualidade da relação entre eles, geralmente entre 8 e 15 ações.

Entenda mais detalhes a seguir.

  • Diversificação por setores

Setores diferentes reagem de formas distintas aos ciclos econômicos. Por isso, uma carteira equilibrada costuma combinar áreas como financeiro, energia, saúde, consumo, indústria e tecnologia.

  • Diversificação por tamanho de empresa

Misturar empresas grandes (mais estáveis), médias e pequenas (mais voláteis) ajuda a equilibrar segurança e potencial de crescimento. As large caps costumam formar a base da carteira, enquanto small caps entram como complemento de risco mais alto.

  • Combinação entre ações, ETFs e BDRs

Os ETFs ajudam a diversificar de forma simples e eficiente. Já os BDRs permitem exposição internacional e cambial sem precisar investir diretamente no exterior.

Além dessas dicas, fique atento ao erro comum de achar que "ter muitos ativos" significa diversificar a carteira, quando, na prática, as ações podem ser muito parecidas. Outro problema é não rebalancear o seu portfólio e deixar as posições crescerem demais e distorcerem o risco ao longo do tempo.

Quantas ações comprar para começar com pouco dinheiro?

O mercado fracionário é uma alternativa prática porque permite comprar pequenas quantidades e ajustar melhor os aportes sem esperar juntar capital para o lote padrão. Ou, então, a estratégia DCA (aportes recorrentes), investindo um valor fixo mensal para construir posição aos poucos, sem tentar prever o melhor momento de entrada.

Contudo, quando o capital é limitado, o foco em saber quantas ações comprar com pouco dinheiro perde um pouco de sentido.

Isso porque o mais importante é definir quanto investir em cada ativo e manter consistência nos aportes, mesmo com valores baixos. Em geral, começar com 2 a 5 ações já ajuda a evitar concentração excessiva.

A importância da reserva de emergência antes de investir

Porém, antes de investir em renda variável, é essencial montar uma reserva de emergência em um ativo seguro e de alta liquidez, como o Tesouro Direto e CDBs. Dessa forma, você evita a necessidade de vender as ações em momentos desfavoráveis da vida, como uma obra de emergência em casa.

Como investir através do SuperApp do Inter

E no SuperApp do Inter, o processo é simples: abra a sua conta, ative os investimentos, transfira via Pix ou TED, escolha o melhor ativo, selecione lote padrão ou fracionário, defina a ordem de compra e confirme.

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