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Percevejos: por que eles são tão difíceis de eliminar e o que realmente funciona

Saiba como identificar uma infestação de percevejos de cama, evitar que eles entrem na sua casa e quais métodos são mais eficazes para acabar com a praga

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Mal-estar quanto à infestação de percevejos obrigou o governo francês a reagir, sobretudo diante da proximidade dos Jogos Olímpicos de Paris
Mal-estar quanto à infestação de percevejos obrigou o governo francês a reagir, sobretudo diante da proximidade dos Jogos Olímpicos de Paris • Jewel SAMAD / AFP

Pequenos, discretos e resistentes, os percevejos de cama continuam sendo um dos maiores desafios quando o assunto é controle de pragas domésticas. Especialistas alertam que esses insetos conseguem se esconder com facilidade, se reproduzem rapidamente e ainda desenvolveram resistência a muitos inseticidas, o que torna sua eliminação um processo demorado e, em muitos casos, dependente da ajuda de empresas especializadas.

Segundo especialistas ouvidos pela revista Prevention, esses parasitas evoluíram ao longo de milhões de anos para se alimentar de sangue humano sem serem percebidos. "Eles tiveram milhões de anos de evolução para aperfeiçoar seu sistema de alimentação sem despertar o hospedeiro", explicou o entomologista Edwin Rajotte, professor emérito da Universidade Estadual da Pensilvânia.

Essa habilidade fez com que o professor Timothy Gibb, da Universidade Purdue, classificasse o inseto como o "parasita perfeito".

Os percevejos vivem próximos às pessoas, escondidos em colchões, estrados, cabeceiras, frestas de móveis, quadros e até tomadas elétricas. Durante o dia permanecem ocultos e costumam sair para se alimentar entre a meia-noite e as cinco da manhã, atraídos pelo calor do corpo, pelo cheiro e pelo dióxido de carbono liberado durante a respiração. Suas picadas normalmente não doem na hora, mas podem provocar vermelhidão e coceira intensa algumas horas depois.

Outro ponto importante destacado pelos especialistas é que a presença desses insetos não está relacionada à falta de higiene. "Os percevejos são excelentes viajantes e geralmente chegam acompanhando pessoas ou seus pertences, não porque uma casa esteja suja", afirmou o entomologista Kevin Hathorne.

Como evitar uma infestação de percevejos

As viagens estão entre as principais formas de os percevejos entrarem nas residências. A recomendação é inspecionar cuidadosamente quartos de hotel antes de acomodar a bagagem. Também vale atenção ao comprar móveis usados, principalmente colchões e estofados.

Rajotte destaca que qualquer pessoa pode enfrentar esse problema. "O lado mais traiçoeiro é que qualquer pessoa pode pegá-los. Não tem nada a ver com o quanto você é uma boa dona de casa ou com seu nível socioeconômico."

Como identificar os percevejos

Um dos primeiros sinais costuma aparecer após viagens. Picadas em sequência, geralmente formando linhas de três ou quatro marcas nos braços ou em outras partes do corpo expostas durante o sono, podem indicar a presença dos insetos.

Além disso, manchas escuras no colchão ou na roupa de cama podem ser fezes dos percevejos. Os adultos medem cerca de 8 milímetros e possuem coloração marrom-avermelhada, enquanto os filhotes são muito menores, semelhantes ao tamanho da cabeça de um alfinete.

O que realmente ajuda a eliminar a praga

Quando a infestação é confirmada, especialistas recomendam lavar roupas de cama, cobertores, capas, roupas e outros tecidos expostos em altas temperaturas e utilizar secadora em potência máxima. O calor é um dos métodos mais eficazes para matar os percevejos, que não sobrevivem quando expostos a temperaturas superiores a 50 °C.

Também é importante manter os itens limpos separados até que toda a infestação seja eliminada. Quando o número de insetos é pequeno, o controle doméstico pode funcionar. Porém, se a infestação já estiver espalhada, especialistas afirmam que a contratação de uma empresa especializada costuma ser a alternativa mais eficiente.

Segundo Timothy Gibb, quando o problema já atingiu grandes proporções, a solução caseira dificilmente será suficiente. "Se estiver realmente estabelecida e houver milhares deles, não vejo como uma pessoa consiga controlar isso sozinha."

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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