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País da América Latina transforma toneladas de resíduos de bananeira em roupas, papel e outros

Tecnologia desenvolvida no país permite aproveitar fibras da bananeira para fabricar tecidos, papel, bandejas para frutas e fertilizantes

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Projeto aproveita 220 toneladas • Lea Cunha/Embrapa

O Brasil está dando um novo destino a um dos resíduos mais abundantes da agricultura. Troncos e outras partes da bananeira que antes eram descartados após a colheita agora estão sendo transformados em matéria-prima para a fabricação de roupas, papel, bandejas para frutas e outros produtos industriais.

A iniciativa aproveita o chamado pseudocaule da planta — estrutura que sobra após a retirada dos cachos de banana. Segundo especialistas, cada hectare cultivado pode gerar cerca de 220 toneladas de biomassa entre troncos, folhas e resíduos agrícolas, material que tradicionalmente era deixado para se decompor no campo.

O processo começa nas próprias áreas de cultivo, onde os resíduos são recolhidos e encaminhados para unidades de processamento. Em seguida, máquinas realizam a extração das fibras vegetais, que passam por etapas de lavagem, secagem e controle de qualidade antes de serem utilizadas pela indústria têxtil e de embalagens.

Além das fibras usadas na produção de tecidos, papel e bandejas para frutas, a polpa e a seiva resultantes do processamento também podem ser reaproveitadas na fabricação de fertilizantes orgânicos, compostagem e biogás, reduzindo o desperdício e ampliando o potencial sustentável da cadeia produtiva.

Um dos destaques da iniciativa é o projeto Banana Têxtil, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil de Santa Catarina. A proposta ganhou reconhecimento internacional por transformar resíduos agrícolas em insumos para a indústria da moda e da bioeconomia.

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