Itatiaia

Xerf: como funciona a radiofrequência estética feita por Vini Jr.

Tecnologia monopolar promete melhorar firmeza da pele e definir contorno facial sem cirurgia - entenda o procedimento, resultados e cuidados

Por
Vini Jr. posta pela primeira vez após procedimentos estéticos
Vini Jr. posta pela primeira vez após procedimentos estéticos • Reprodução Instagram/Vini Jr.

Quando um equipamento de radiofrequência monopolar promete melhorar a firmeza da pele sem bisturi, surge a dúvida: como isso realmente funciona? A tecnologia Xerf utiliza calor controlado para estimular o colágeno e reposicionar as estruturas da face.

Segundo especialistas, esse tipo de tratamento combina duas frequências de energia que atuam em profundidades diferentes. Enquanto uma trabalha com camadas superficiais, outra alcança ligamentos e tecido conjuntivo mais profundo. Este guia explica o mecanismo, as indicações, o cronograma de resultados e os cuidados essenciais antes de realizar o procedimento.

A radiofrequência monopolar gera calor controlado nos tecidos da pele. Esse aquecimento estimula a produção de colágeno, proteína responsável pela firmeza e sustentação.

O diferencial do Xerf está na combinação de duas frequências distintas. Uma atua de maneira mais superficial, enquanto a outra penetra planos mais profundos da face.

Essa segunda frequência consegue atingir ligamentos e uma camada de tecido conjuntivo que recobre a musculatura facial. A ação em múltiplas profundidades permite trabalhar a sustentação da pele de forma mais completa.

Para quem o procedimento é indicado

A principal indicação do Xerf é estética. O tratamento atende pessoas que apresentam flacidez leve ou moderada na face.

Outras situações incluem perda da definição do contorno facial, sombras provocadas pelo envelhecimento e redução da firmeza da pele. Os melhores resultados costumam aparecer em pacientes com rosto estruturado.

Segundo o dermatologista Renato Soriani, o objetivo não é modificar características do rosto. A proposta é proporcionar aparência mais firme e descansada, suavizando sinais naturais do envelhecimento sem recorrer à cirurgia.

Cronograma de resultados: quando as mudanças aparecem

A resposta ao tratamento varia conforme as características de cada paciente. Existem dois tipos de efeito temporal.

O primeiro é de curto prazo, com contração imediata das fibras de colágeno. O segundo é de longo prazo, gerado pela remodelação do colágeno que melhora aos poucos.

Segundo a dermatologista Alessandra Romiti, as mudanças começam a ficar mais evidentes entre seis e oito semanas após a aplicação. O resultado final costuma ser observado cerca de três meses depois do procedimento.

O que a radiofrequência pode e não pode fazer pelo rosto

O tratamento melhora a sustentação da pele e pode deixar o contorno facial mais definido. Porém, ele não aumenta o volume nem altera a estrutura óssea da face.

Resultados muito expressivos geralmente envolvem associação com outros procedimentos. Bioestimuladores de colágeno e preenchimentos faciais são exemplos de técnicas complementares.

A radiofrequência monopolar trabalha exclusivamente os tecidos moles. Por isso, não deve provocar mudanças significativas na estrutura que sistemas de reconhecimento facial utilizam para identificação biométrica.

Equipamentos modernos monitoram temperatura e impedância da pele durante a aplicação. Esse controle reduz significativamente o risco de complicações.

Queimaduras podem ocorrer, mas são consideradas incomuns. Quando acontecem, geralmente estão relacionadas à técnica de aplicação inadequada.

Antes de realizar o procedimento, é recomendável verificar se o equipamento possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A consulta pode ser feita no portal da agência, por meio da ferramenta de pesquisa de produtos regularizados.

Quem não deve fazer o tratamento

Pessoas com marca-passo não devem se submeter à radiofrequência monopolar. O campo elétrico gerado pelo equipamento pode interferir no funcionamento do dispositivo cardíaco.

É necessário avaliar casos de pacientes com implantes metálicos na região que será tratada. Também se recomenda adiar o procedimento quando houver infecções ativas na pele.

Herpes ativo ou infecções bacterianas são contra indicações temporárias. O ideal é tratar essas condições antes de realizar a aplicação da radiofrequência.

Orientações antes e depois do procedimento

O dermatologista Renato Soriani orienta que o paciente esteja bem hidratado antes do procedimento. A hidratação adequada ajuda na condução da energia e pode favorecer o resultado.

Após o tratamento, não há restrições importantes em relação ao uso de cosméticos ou à exposição ao sol. A rotina de cuidados com a pele pode ser mantida normalmente.

A principal recomendação é procurar um médico habilitado antes de realizar o tratamento. A avaliação profissional identifica se você é candidato adequado e esclarece expectativas realistas sobre os resultados.

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

 

 

Belo Horizonte