Carro esquecido por participante de festa é retirado do prédio onde capitã morreu em BH
Michele Leão Azevedo e Eduardo Abner Pereira de Oliveira realizaram uma festa durante a madrugada de 20 de julho, dia em que a mulher morreu

O carro esquecido por um participante da festa ocorrida horas antes da morte da capitã da Polícia Militar (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, foi retirado na tarde desta terça-feira (28) do prédio onde a vítima morava, no bairro Palmares, na Região Nordeste de Belo Horizonte.
Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, sargento da PMMG e companheiro da vítima, foi preso sob a suspeita de ser responsável pela morte. O caso aconteceu em 20 de julho.
De acordo com o boletim de ocorrência, Eduardo Abner relatou que o casal deu uma festa e os convidados saíram por volta das 5h do dia do falecimento de Michele.
Nesta terça-feira, a Polícia Civil (PCMG) realizou uma perícia no apartamento do casal para coletar materiais que possam auxiliar na apuração do episódio.
Segundo a delegada Ana Paula Rodrigues, um Fiat Cronos branco esquecido pelo participante da festa foi vistoriado e posteriormente retirado do local pelo proprietário.
Fontes ligadas à investigação ouvidas pela Itatiaia informaram que o homem tentou retirar o veículo do prédio nessa segunda-feira (27), mas foi impedido pela Polícia Civil. Além disso, novas informações apontam que o dono do veículo foi a última pessoa a ir embora da festa e deixou o local por volta das 12h do dia da morte de Michele.
"O carro estava aqui desde o dia da festa. Então, esse carro também, com a autorização do seu proprietário, foi vistoriado para ter certeza de que não tinha ali nenhum elemento que tivesse a ver com o crime que foi praticado. E, após a vistoria, ele foi liberado, e o proprietário o retirou do local", destacou.
Ana Paula Rodrigues afirmou que o dono do automóvel deve ser ouvido como uma testemunha no inquérito policial.
O trabalho da Polícia Civil foi acompanhado pelo advogado de Eduardo Abner e por um tio de Michele.
Relembre o caso
Na noite de 20 de julho, a capitã da PMMG Michele Leão Azevedo deu entrada sem sinais vitais e com múltiplas lesões corporais no Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.
Eduardo Abner relatou à corporação que o casal teria dado uma festa e, após a saída dos convidados, por volta das 5h, eles teriam tido relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas, conhecidas como "spanking".
O suspeito alegou que esse tipo de prática fazia parte do relacionamento, que tinha cerca de oito anos, e que os atos daquela madrugada foram gravados em vídeo. Ele também disse que as práticas incluíam agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação.
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O militar argumentou ainda que, por volta do meio-dia, a esposa teria caído da escada de casa, sofrido um corte profundo na cabeça e machucado a boca. Segundo ele, Michele reclamava de forte tontura, mas não quis ir ao médico por sentir vergonha do estado em que estava após o uso de ecstasy.
Conforme a versão apresentada pelo sargento, ele teria prestado os primeiros socorros, dado banho na esposa, controlado o sangramento e, em seguida, colocado Michele deitada. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, apenas às 21h, ele teria percebido que a mulher não respondia aos estímulos.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.





