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O que a psicologia diz sobre quem vive com o guarda-roupa bagunçado

Hábito pode indicar altos níveis de estresse, sobrecarga emocional e até desorganização na vida profissional e pessoal

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Guarda-roupa desarrumado pode ser um reflexo de uma rotina estressante
Guarda-roupa desarrumado pode ser um reflexo de uma rotina estressante • Freepik

Arrumar o guarda-roupa é uma das tarefas mais temidas entre os cuidados com a casa. Muitas pessoas acabam pulando ou ignorando esse afazer, deixando as roupas amontoadas e desorganizadas. A realidade é que, para além de falta de interesse e desleixo, esse comportamento pode revelar características importantes do estado emocional de uma pessoa.

O que significa viver com o armário desorganizado

De acordo com a psicóloga Kênia Ramos, do grupo Mantevida, em entrevista para o portal Minha Vida, deixar as roupas amontoadas no guarda-roupa pode ser um sinal de um estado emocional turbulento. Fatores como estresse, ansiedade e até problemas no trabalho e na vida pessoal afetam diretamente o nível de desorganização de uma pessoa no seu dia a dia.

“Não significa necessariamente que a pessoa ‘é desorganizada’ por natureza, mas pode indicar que ela está atravessando uma fase em que manter o ambiente organizado não está sendo prioridade, seja por falta de tempo, energia e até mesmo disponibilidade emocional”, afirma.

Além disso, o comportamento ainda pode indicar uma série de padrões emocionais, que incluem procrastinação, desapego emocional, burnout, dificuldade de organização e de se desfazer de itens, e até ser sintoma do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Organização impacta o bem-estar

Um ambiente desorganizado pode ser reflexo de uma desordem emocional que afeta diretamente o bem-estar de uma pessoa. Segundo especialistas, a bagunça e o excesso de itens fora do lugar reduzem drasticamente a sensação de conforto e segurança que a pessoa sente na própria casa.

Por isso, a organização do armário é um passo importante para um ambiente mais harmônico. Esse processo manda uma mensagem de previsibilidade e controle para o cérebro, auxiliando na organização dos pensamentos e reduzindo o estresse.

“Ambientes mais leves e organizados reduzem estímulos visuais excessivos, que podem gerar ansiedade”, destaca Kênia.

Quando procurar ajuda?

Quando a desorganização é um hábito frequente e é acompanhada por fatores mais complexos, como a desmotivação no dia a dia e a ansiedade contínua, é importante conversar com um profissional especializado.

A terapia pode ser uma grande aliada, permitindo que a pessoa descubra e compreenda padrões emocionais que podem estar afetando o seu desempenho diário.

Para a especialista Kênia Ramos, o processo terapêutico é uma importante jornada de autoconhecimento. “Ele apoia o desenvolvimento de estratégias mais saudáveis de organização interna e externa, fortalece a autoestima e ajuda o indivíduo a lidar melhor com ansiedade, estresse ou tristeza que estejam impactando a vida prática”, esclarece a psicóloga.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.