O novo ouro verde: saiba qual o vegetal que atrai investidores, apesar da crise econômica
Crescimento da produção de alfafa destaca potencial de exportação, mas setor enfrenta entraves logísticos e climáticos

Apesar de ainda representar apenas 1,5% do mercado global de feno, a Argentina vem despertando o interesse de investidores no cultivo da alfafa, considerada por muitos como o 'novo ouro verde'. A província de Córdoba lidera esse movimento, reunindo 610 mil hectares plantados e se consolidando como principal polo nacional de exportação, graças à sua estrutura produtiva e à presença de quatro das sete plantas de recompactação do país.
O interesse pelo setor é impulsionado pela demanda global por rações sofisticadas para pecuária intensiva, o que abre uma janela de oportunidade para o país. Segundo representantes do setor ouvidos pelo site de notícias Infobae, o mercado mundial de feno e forragens parece não ter teto, ao menos no curto prazo.
Na Argentina, os principais desafios estão ligados ao clima das regiões produtoras, que demandam longas janelas sem chuva para secagem natural, além da falta de centros de armazenamento e tecnologia de desidratação. “A umidade impede que o produto atinja os padrões internacionais exigidos”, alertam técnicos do setor.
Coordenado por Gastón Urrets Zavalía, do instituto de pesquisas argentino INTA Manfredi, o clúster de alfafa de Córdoba aposta na articulação público-privada e em missões internacionais - como a prevista para novembro, à França e Alemanha - para buscar soluções e replicar experiências bem-sucedidas.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



