Mensagens ou conversa cara a cara? Estudo aponta a melhor forma de resolver conflitos amorosos
Pesquisa analisou diferentes formas de comunicação e concluiu que o sucesso na resolução de desentendimentos depende mais das características do relacionamento do que do canal utilizado

Com a presença cada vez maior da tecnologia na rotina dos casais, uma dúvida se tornou comum: é melhor resolver um desentendimento por mensagem, videochamada ou em uma conversa presencial? Uma nova pesquisa internacional buscou responder essa questão e chegou a uma conclusão que pode surpreender muita gente.
O estudo, liderado pela psicóloga Marie-Ève Daspe, da Universidade de Montreal, no Canadá, analisou 15 pesquisas sobre comunicação em relacionamentos amorosos e foi publicado no periódico científico Journal of Social and Personal Relationships. O levantamento concluiu que não existe um único método considerado superior para resolver conflitos entre parceiros.
Segundo os pesquisadores, tanto as conversas presenciais quanto as realizadas por meios digitais podem ser eficazes. O resultado depende principalmente do contexto da discussão, das características individuais de cada pessoa e da dinâmica do relacionamento.
A revisão dos estudos mostrou que os casais alcançaram níveis semelhantes de compreensão e satisfação após conflitos resolvidos presencialmente ou por ferramentas digitais. No entanto, cada formato apresenta vantagens e limitações específicas.
As mensagens de texto, por exemplo, podem oferecer mais tempo para refletir antes de responder, reduzindo reações impulsivas. Por outro lado, elas dificultam a interpretação de emoções, já que não transmitem expressões faciais, tom de voz ou linguagem corporal.
Já as conversas presenciais permitem captar sinais não verbais importantes e favorecem uma comunicação mais completa. Ainda assim, em situações de alta tensão emocional, esse formato também pode aumentar o desconforto ou a intensidade da discussão.
Os autores destacam que fatores como estilo de apego, personalidade, habilidades de comunicação e preferências individuais influenciam diretamente na escolha do melhor canal para cada casal. Em outras palavras, o que funciona para um relacionamento pode não funcionar para outro.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



