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Começa construção histórica da maior eclusa fluvial do planeta; obra levará quase uma década

Estrutura será construída ao lado da Usina de Três Gargantas e deve quase dobrar o fluxo de mercadorias na principal hidrovia do país

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Representação do planeta Terra com vista do Sol ao fundo
Imagem do planeta Terra • Freepik

A China iniciou a construção do que deve se tornar a maior eclusa fluvial do mundo, em um projeto avaliado em cerca de US$ 11,3 bilhões (77,2 bilhões de yuans) e que deverá levar mais de nove anos para ser concluído. A obra faz parte de um amplo plano de modernização da navegação no rio Yangtzé, a principal hidrovia do país.

O empreendimento será construído ao lado da Usina de Três Gargantas, na província de Hubei, e prevê a instalação de uma nova eclusa de cinco níveis e duas pistas de navegação para embarcações de grande porte. O complexo também inclui melhorias em estruturas localizadas na barragem de Gezhouba, a jusante do rio.

Segundo autoridades chinesas, a nova infraestrutura quase dobrará a capacidade anual de transporte de cargas da região, elevando o volume movimentado para cerca de 336 milhões de toneladas por ano. O objetivo é atender ao crescimento da demanda logística ao longo do Yangtzé, considerado um eixo estratégico para a economia chinesa.

O projeto é apontado como a maior intervenção na hidrovia desde a construção da própria barragem de Três Gargantas. As atuais eclusas superaram sua capacidade prevista ainda em 2011, quase duas décadas antes do esperado, impulsionadas pela expansão industrial e comercial das cidades ligadas ao rio. Em 2025, o volume transportado já ultrapassava 170 milhões de toneladas anuais.

Além de ampliar a eficiência do transporte fluvial, a obra busca reduzir custos logísticos e fortalecer a integração entre as regiões industriais do interior da China e os portos da costa leste. Especialistas também afirmam que o projeto incorporará medidas de proteção ambiental, incluindo passagens para peixes e adaptações destinadas a minimizar impactos sobre espécies aquáticas.

Quando concluída, a nova eclusa deverá estabelecer recordes mundiais em dimensões de navegação, tamanho das câmaras e volume de escavação, consolidando-se como a maior estrutura do tipo já construída em uma hidrovia interior.

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