À meia-luz, cupins saem em busca de parceiros
Conhecidos como siriris ou aleluias, os cupins alados aproveitam calor, umidade e luminosidade para realizar o voo nupcial e dar origem a novas colônias

A combinação de temperaturas elevadas e maior umidade favorece o surgimento dos chamados siriris, aleluias ou bichos-de-luz. Esses insetos são, na verdade, indivíduos reprodutores alados de cupins, que deixam suas colônias para realizar o voo nupcial, etapa essencial para a formação de novos ninhos.
Segundo reportagem do Instituto Butantan, a luminosidade, associada ao calor e à umidade, atua como estímulo ambiental para o início desse comportamento reprodutivo. Durante o voo, machos e fêmeas férteis encontram parceiros de outras colônias, o que favorece a variabilidade genética da espécie.
Após o acasalamento, os insetos pousam e perdem as asas naturalmente. Por isso, a presença de asas transparentes espalhadas pelo chão pode indicar a existência de um cupinzeiro nas proximidades.
Ainda de acordo com o Butantan, as fêmeas liberam feromônios para atrair os machos. Depois da formação dos pares, os insetos procuram um local adequado para fundar uma nova colônia. Ambientes com madeira costumam ser os mais favoráveis, pois oferecem abrigo e alimento.
Os cupins são insetos sociais que vivem organizados em castas, compostas por reprodutores, operários e soldados. Cada grupo desempenha funções específicas para garantir a manutenção da colônia.
A alimentação desses insetos é baseada principalmente em celulose, substância presente na madeira, no papel e em alguns tecidos. Por isso, determinadas espécies podem causar danos significativos a móveis, portas, estruturas residenciais e outros materiais de origem vegetal.
Entre os principais sinais de infestação estão o aparecimento de asas descartadas após a revoada e o acúmulo de pequenos grânulos próximos à madeira. Esse material não corresponde à madeira triturada, mas às fezes produzidas pelos insetos.
Apesar dos prejuízos que podem provocar em ambientes urbanos, os cupins desempenham funções ecológicas importantes. Eles participam da decomposição da matéria orgânica, contribuem para a ciclagem de nutrientes e servem de alimento para diferentes grupos de animais.
No mundo, são conhecidas cerca de 3 mil espécies de cupins, das quais aproximadamente 350 ocorrem no Brasil.
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