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Juanjo, veterinário: 'Usar voz infantil para falar com nossos animais de estimação é eficaz'

Uma forma comum de comunicação pode explicar por que alguns animais prestam mais atenção

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Em 2022, a cidade tinha 11.125 cachorros contra 10.335 crianças
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Juanjo, veterinário e divulgador científico, destacou que em muitas casas a mesma cena se repete: a voz da pessoa muda assim que ela se aproxima do seu cão ou gato. O tom fica mais agudo, mais suave e quase infantil.

Não é preciso uma situação especial; pode acontecer ao chamar um gato do sofá, ao cumprimentar um cachorro ao chegar em casa ou ao oferecer-lhe comida. A voz muda antes mesmo de a pessoa pensar nisso.

A questão pode parecer insignificante, mas falar com um animal de estimação em voz de bebê pode gerar uma resposta mais forte do que falar em voz normal.

“Foi comprovado que a voz infantil que todos usamos para falar com nossos animais de estimação é a mais eficaz”, explicou Juanjo, veterinário que produz vídeos educativos para suas redes sociais e é conhecido por seu conteúdo sobre cães, gatos e convivência com animais.

A frase é fácil de entender porque descreve algo muito comum. Muitas pessoas não falam com seus animais de estimação da mesma forma que falam com outros adultos. Elas elevam a voz, alongam algumas palavras e usam uma entonação mais suave. Essa mudança tem um efeito. Não porque o animal entenda a frase inteira, mas porque ele consegue reconhecer um sinal distinto em meio ao ruído normal da casa.

Nos cães, a reação costuma ser mais óbvia. O movimento do rabo, das orelhas, dos movimentos corporais ou as tentativas de contato demonstram rapidamente que algo foi percebido.

Nos gatos , porém , a resposta pode ser mais sutil. Às vezes, eles mal mudam de postura. Outras vezes, aproximam-se lentamente. Nem sempre há uma demonstração dramática, mas isso não significa que não tenham ouvido o chamado.

Por que esse tom geralmente funciona melhor com cães e gatos?

A chamada voz de bebê em cães e gatos geralmente apresenta uma combinação de várias características. É mais aguda, mais lenta, mais repetitiva e tem uma musicalidade diferente da voz usada em uma conversa normal.

Essa diferença ajuda a mensagem a se destacar. Em uma casa, há passos, televisões, celulares, portas, conversas e todo tipo de ruído. Uma voz com tom e cadência diferentes pode se sobressair a esse ruído de fundo.

Além disso, para um animal de estimação, a voz não chega sozinha. Ela vem acompanhada de uma postura corporal, um olhar, uma mão se aproximando, uma tigela de comida ou uma coleira perto da porta. Tudo isso cria uma única cena.

Portanto, o tom de voz que os animais de estimação entendem melhor não está relacionado a falar mais alto. Na verdade, elevar demais a voz pode ter o efeito oposto e causar tensão, medo ou distanciamento.

Um tom suave e familiar pode ser mais eficaz porque não é intrusivo. Ele chama a atenção do animal sem deixá-lo em alerta. Essa diferença é fundamental, especialmente com animais mais sensíveis ou menos acostumados ao toque.

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