Já se perguntou de onde vêm as cores das bolhas de sabão? Elas escondem um fenômeno da física
As cores que aparecem nas bolhas de sabão não vêm de tinta nem de pigmentos; elas surgem quando a luz interage com a película fina de água e sabão, criando padrões que mudam conforme a bolha se move

As bolhas de sabão podem apresentar tons de azul, verde, rosa, amarelo e violeta, que mudam conforme elas se movimentam ou recebem luz de diferentes ângulos. Embora pareçam coloridas por causa de algum pigmento, as tonalidades são resultado de um fenômeno óptico.
Conforme explica a Royal Society of Chemistry, o efeito é conhecido como interferência em filmes finos. Ele acontece quando a luz é refletida nas superfícies interna e externa da película de água e sabão, produzindo interferências entre as ondas luminosas.
Como a luz cria tantas cores?
A película de uma bolha é extremamente fina e possui ar dos dois lados. Quando a luz atinge essa camada, uma parte é refletida na superfície externa e outra atravessa o material antes de ser refletida na superfície interna.
As ondas refletidas podem se reforçar ou se cancelar, dependendo de características como o comprimento de onda da luz e a espessura da película.
Como a luz branca reúne diferentes comprimentos de onda, algumas cores ficam mais visíveis em determinadas regiões da bolha, enquanto outras são enfraquecidas. É essa interação que produz os padrões coloridos.
Por que as cores mudam o tempo todo?
A película da bolha não tem espessura uniforme. A gravidade faz com que parte do líquido escorra para a região inferior, deixando algumas áreas mais finas do que outras.
À medida que a espessura muda, as condições de interferência também mudam. Por isso, as cores se deslocam e se transformam mesmo quando a bolha permanece suspensa no ar.
Ainda segundo a Royal Society of Chemistry, quando a película fica extremamente fina, pode ocorrer o cancelamento da luz visível refletida, fazendo com que certas regiões pareçam escuras.
Por que as bolhas estouram?
A película líquida perde estabilidade à medida que a água escorre e evapora. Correntes de ar, contato com superfícies e pequenas perturbações também podem romper a camada que mantém a bolha fechada.
Quando a película se rompe, o ar interno se mistura ao ambiente e a estrutura desaparece rapidamente.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



