Ele fez uma micro usina hidrelétrica em casa e gera energia constante graças a um rio
Projeto já está sendo incorporado em novas ideias de energia na Itália e no Chile; veja como funciona

Um homem aposentado utilizou o fluxo do rio que passa ao lado de sua casa para criar uma mini usina hidrelétrica. Marc Nering construiu uma roda d'água de alumínio na Colúmbia Britânica, no Canadá, capaz de gerar 36 quilowatts por dia.
Diferentemente dos sistemas convencionais de energia solar ou eólica, esse sistema aproveita o fluxo constante do rio Cheakamus, eliminando a necessidade de dispendiosos bancos de baterias ou barragens. A estrutura é leve, feita com alumínio e aço carbono, mas capaz de suportar os esforços mecânicos.
O dispositivo repousa sobre uma plataforma de concreto instalada ao lado do rio e gera uma potência estável de 800 a 900 watts. Com picos de potência de até 3 quilowatts, o sistema permite que o excedente de energia seja injetado na rede elétrica através de um inversor.
Para gerar energia de forma significativa, a água do rio precisa atingir uma velocidade de pelo menos três metros por segundo.
Essa exigência técnica é a única limitação real para um sistema que não depende da luz do dia nem das condições climáticas. A roda utiliza um gerador de ímã permanente e gira graças à energia cinética da corrente.
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Problemas e a regulação junto à Prefeitura
Mas o desenvolvimento técnico não foi isento de dificuldades. As correias do sistema tendiam a deslizar quando molhadas, e os rolamentos metálicos falhavam constantemente devido à infiltração de água do rio.
A solução definitiva veio de rolamentos de madeira de guayacán, fabricados por uma empresa americana. Esses componentes têm funcionado perfeitamente por mais de dois anos, demonstrando maior resistência subaquática do que o aço.
Para garantir que a roda não impactasse o salmão migratório ou o ecossistema local, Nering teve que navegar por uma complexa estrutura regulatória envolvendo os níveis municipal, provincial e federal.
A micro usina exigiu consultas ambientais e discussões com comunidades indígenas para demonstrar que o sistema não retém água nem funciona como uma barragem tradicional. O fluxo do rio permanece inalterado, o que convenceu os grupos locais de praticantes de caiaque.
Tal projeto já está sendo incorporado em novas ideias de energia em países como Itália e Chile.
Mineiro de Barão de Cocais e jornalista graduado na Fumec. Passagens pela Rádio FUMEC e pelos portais FutebolNews, TechTudo e brasileirao.com.br. Apaixonado pelo bom futebol, por jogadas ensaiadas e grande defensor do "feijão com arroz".



