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As 'favelas' da Suíça: moradores têm salários elevados e acesso a serviços de qualidade

Regiões consideradas mais modestas contam com transporte eficiente, saneamento universal e elevado padrão de infraestrutura

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Basileia, na Suíça
Basileia, na Suíça • Reprodução/Redes Sociais

A expressão "favela suíça" tem circulado nas redes sociais para descrever bairros operários da Suíça. Apesar do termo, a realidade dessas regiões é bastante diferente daquela normalmente associada à pobreza. Mesmo as áreas consideradas de menor renda oferecem infraestrutura de qualidade, serviços públicos eficientes e elevado padrão de vida.

O termo costuma ser utilizado de forma comparativa por imigrantes e turistas ao observarem as diferenças entre os bairros mais modestos da Suíça e regiões de baixa renda em outros países. Nesses locais, o acesso ao saneamento básico é universal, o abastecimento de água é contínuo e os serviços públicos funcionam de forma regular.

Como vivem os moradores?

Em Basileia, uma das principais cidades suíças, bairros como Klybeck e Kleinbasel concentram trabalhadores de diferentes nacionalidades. Embora sejam considerados áreas de menor renda dentro do contexto local, contam com transporte público integrado, infraestrutura urbana bem conservada e elevados índices de segurança.

As políticas habitacionais também contribuem para a qualidade de vida dos moradores. Imóveis destinados à habitação social seguem padrões rigorosos de manutenção e eficiência energética, enquanto os sistemas de transporte conectam diferentes regiões da cidade com rapidez e conforto.

A posição geográfica de Basileia, próxima às fronteiras com a Alemanha e a França, também influencia o orçamento dos moradores. Muitos atravessam regularmente os países vizinhos para realizar compras, aproveitando diferenças de preços e câmbio para reduzir gastos com produtos e alimentos.

A prática é comum entre trabalhadores da região e ajuda a compensar parte do elevado custo de vida suíço, considerado um dos mais altos da Europa.

Salários elevados e acesso universal a serviços

O modelo suíço combina remunerações elevadas, ampla cobertura de serviços públicos e um sistema de saúde obrigatório. Em muitas regiões, trabalhadores recebem rendimentos mensais que ultrapassam 4 mil francos suíços, valor significativamente superior à média observada em diversos países.

Especialistas apontam que a qualidade da infraestrutura, o acesso a serviços essenciais e a eficiência das políticas públicas contribuem para reduzir os impactos das desigualdades de renda. Como resultado, mesmo bairros considerados mais modestos apresentam indicadores de bem-estar elevados em comparação com grande parte do mundo.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.