Arqueólogos descobrem como humanos exploraram caverna a 800 metros da entrada há 14.400 anos
Pesquisadores encontraram vestígios que indicam uma jornada subterrânea de cerca de 800 metros realizada durante o fim da última Era Glacial

Arqueólogos revelaram evidências de que um grupo de humanos entrou em uma caverna há cerca de 14.400 anos e percorreu aproximadamente 800 metros sob a terra usando apenas galhos de pinheiro como iluminação.
A descoberta foi feita em uma caverna localizada no sul da Europa e chamou a atenção dos pesquisadores pela profundidade alcançada pelos exploradores pré-históricos. Marcas deixadas no solo e resíduos de carvão indicam que eles avançaram por corredores estreitos e áreas totalmente escuras do sistema subterrâneo.
Segundo os cientistas, os galhos de pinheiro funcionavam como tochas improvisadas. A resina da árvore produzia uma chama intensa e relativamente duradoura, permitindo que o grupo iluminasse o caminho durante a travessia.
Os vestígios encontrados sugerem que a incursão não foi acidental. Os exploradores aparentam ter se deslocado de forma organizada, seguindo uma rota específica dentro da caverna. Entre as evidências analisadas estão pegadas humanas, marcas de deslocamento e fragmentos queimados de madeira.
A pesquisa também aponta que os humanos daquela época possuíam um conhecimento surpreendente sobre o ambiente subterrâneo e técnicas de iluminação. Para os arqueólogos, a expedição demonstra planejamento, cooperação e adaptação ao risco de explorar locais sem luz natural.
Os estudiosos ainda investigam o motivo da entrada tão profunda na caverna. As hipóteses incluem rituais, busca por recursos naturais, abrigo temporário ou simples exploração do território.
A descoberta amplia o entendimento sobre o comportamento humano no fim da última Era Glacial e reforça a capacidade de grupos pré-históricos de enfrentar ambientes extremos muito antes do desenvolvimento de tecnologias modernas.
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