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A última afirmação de Sócrates: seu significado intriga toda a filosofia

Frase foi pronunciada momentos antes de o pensador morrer após ingerir cicuta

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Imagem ilustrativa de Sócrates • Arquivo

As últimas palavras atribuídas ao filósofo grego Sócrates continuam despertando debates e interpretações mais de dois mil anos após sua morte. Registrada por Platão no diálogo Fédon, a frase foi pronunciada momentos antes de o pensador morrer após ingerir cicuta, sentença imposta pela justiça ateniense.

Segundo o relato, Sócrates disse a seu discípulo Críton: "Devemos um galo a Esculápio; não se esqueça de pagar essa dívida". A declaração, aparentemente simples, tornou-se uma das passagens mais enigmáticas da história da filosofia.

Esculápio, conhecido como Asclépio na mitologia grega, era o deus da medicina e da cura. Na Grécia Antiga, era comum oferecer um galo em agradecimento por uma recuperação de saúde. Por isso, muitos estudiosos interpretam a frase como uma metáfora: para Sócrates, a morte representaria a cura definitiva para os sofrimentos e limitações da vida terrena.

Outra corrente de interpretação sustenta que o filósofo encarava a existência material como uma espécie de enfermidade da alma. Nesse contexto, a morte seria a libertação que permitiria alcançar um estado superior de conhecimento e verdade. A leitura reforça ideias presentes no pensamento socrático e platônico sobre a separação entre corpo e alma.

Embora não exista consenso sobre o significado exato da frase, ela permanece como um dos maiores mistérios da filosofia ocidental. A declaração final de Sócrates continua sendo analisada por estudiosos por sua profundidade simbólica e pelas reflexões que provoca sobre vida, morte e conhecimento.

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