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A razão histórica pela qual um país da América Latina deixou de dirigir pela esquerda

Mudança ocorreu em 10 de junho de 1945, quando o país passou a adotar a circulação pela direita

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São Paulo (SP), 10/09/2026. - Trânsito de carros durante chuva em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Imagem de trânsito • Paulo Pinto/Agência Brasil

A Argentina nem sempre adotou o mesmo sentido de circulação utilizado atualmente. Até 1945, carros, ônibus e carruagens circulavam pela mão esquerda nas ruas e rodovias do país, seguindo uma prática associada à influência britânica na infraestrutura argentina.

A mudança ocorreu em 10 de junho de 1945, quando o país passou a adotar a circulação pela direita. A alteração modificou o trânsito argentino e também foi relacionada a fatores técnicos, comerciais e de segurança viária.

Por que a Argentina dirigia pela esquerda?

A circulação pela esquerda havia sido incorporada à Argentina durante o período de forte influência britânica no país, especialmente a partir da expansão das redes ferroviária e de transporte urbano.

Empresas britânicas tiveram participação importante na construção e na operação de ferrovias e sistemas de transporte argentinos. Com isso, regras e costumes relacionados à circulação adotados no Reino Unido também foram incorporados ao cotidiano do país.

Segundo o artigo do El Cronista, a mudança de 1945 também foi apresentada como uma forma de estabelecer uma diferenciação em relação às normas de circulação associadas ao Reino Unido.

Por que a Argentina passou a dirigir pela direita?

Além das questões relacionadas à influência britânica, havia motivos práticos para a alteração.

Um dos principais fatores era a origem dos veículos que circulavam no país. A Argentina recebia grande quantidade de automóveis fabricados nos Estados Unidos, onde os veículos tinham o volante do lado esquerdo.

Com a circulação pela esquerda, essa configuração dificultava a visibilidade dos motoristas durante ultrapassagens. A mudança para a mão direita permitiu uma maior compatibilidade entre a posição do motorista e o sentido de circulação.

Outro fator foi a necessidade de integração com os países vizinhos. Brasil, Chile e Uruguai já utilizavam a circulação pela direita, e a padronização facilitava o trânsito entre os países e a integração das redes rodoviárias.

Mudança exigiu adaptação do trânsito

A alteração do sentido de circulação foi uma operação de grande escala. Ruas, estradas, sinalizações e motoristas precisaram ser adaptados ao novo sistema.

A mudança também buscava padronizar as condições de segurança viária e adequar a infraestrutura argentina ao crescimento da frota de veículos e à integração rodoviária com outros países da América do Sul.

Desde então, a Argentina mantém a circulação pela mão direita, padrão que também é adotado atualmente pela maior parte dos países da América do Sul.

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