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Petrobras inicia operações de centro tecnológico do pré-sal na UNIFEI

A nova estrutura recebeu investimento de 300 milhões de reais para simular condições extremas de reservatórios e impulsionar pesquisas em solo mineiro.

O reitor da universidade, Marcel Parentoni, destacou que a planta semi-industrial vai servir para preparar engenheiros do mais alto nível e testar novos equipamentos no país. • Google Street View/Imagem Ilustrativa

A Petrobras realizou, nesta sexta-feira (3), a cerimônia que marcou o início das operações do Centro Tecnológico para o Pré-sal Brasileiro (CTPB). A estrutura foi instalada no campus da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), no Sul de Minas Gerais, e a solenidade reuniu cerca de 80 participantes, incluindo gestores da estatal, integrantes do Consórcio de Libra, fornecedores e representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O novo laboratório funciona como uma planta de processo em escala semi-industrial e se destaca por ser a única instalação no mundo com capacidade técnica para reproduzir fielmente as condições operacionais de exploração encontradas no pré-sal. O complexo consegue simular o ambiente de reservatórios profundos operando sob altos níveis de pressão e temperatura, além de elevados teores de dióxido de carbono (CO₂).

O projeto foi viabilizado a partir de um investimento de R$ 300 milhões direcionados para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O montante financeiro é oriundo da Petrobras e das empresas parceiras que compõem o Consórcio de Libra, grupo formado pelas companhias Shell Brasil, Total Energies, CNPC e CNOOC, atendendo às regras nacionais de fomento à inovação tecnológica.

“Ter uma instalação como essa em solo brasileiro, capaz de simular as condições reais dos nossos campos do pré-sal do nosso reservatório, é resultado direto do compromisso da Petrobras com a inovação”, apontou a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi. O reitor da UNIFEI, Marcel Parentoni, ressaltou que a estrutura consolida a vocação da universidade para a pesquisa aplicada e abre novas frentes de formação profissional.

O CTPB terá um papel estratégico na consolidação do sistema de separação submarina de alta pressão da Petrobras, tecnologia desenvolvida para reinjetar o gás carbônico diretamente no fundo do mar, reduzindo as emissões de carbono na atmosfera. A estrutura fabril projeta para o segundo semestre de 2026 a execução dos testes finais de qualificação de suas bombas de fase densa submarinas.