Vírus Nipah: OMS afirma que há baixo risco de transmissão global e dispensa restrições de viagens
Dois casos foram confirmados na Índia; Organização Mundial de Saúde estuda desenvolvimento de uma cura para a doença

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que não recomenda restrições a viagens ou comércio à Índia, após a confirmação de dois casos do vírus Nipah no país. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (30), o órgão destacou que há baixo risco de propagação da doença.
Mesmo alegando um baixo risco de transmissão global, a OMS classifica o Nipah como prioritário o Plano de P&D - indica a necessidade urgente de acelerar a pesquisa e desenvolvimento de uma cura para o vírus.
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Cerca de 110 pessoas na Índia foram aconselhadas a fazer quarentena em meio a um novo surto do Nipah. O isolamento aconteceu depois que dos funcionários de saúde foram infectados.
Os pacientes são um homem e uma mulher de 25 anos, que trabalham no mesmo hospital particular, segundo a OMS. Os dois apresentaram os primeiros sintomas no fim de dezembro e a infecção evoluiu rapidamente para complicações neurológicas.
O último boletim médico, divulgado no dia 21 de janeiro, apontou que o homem infectado estava se recuperando, enquanto a mulher estava em estado crítico.
O que se sabe sobre o vírus Nipah
O primeiro surto foi reconhecido na Malásia e, posteriormente, atingiu a Singapura, há 27 anos. Na época, a maioria das infecções humanas aconteceram após o contato direto com porcos doentes.
Casos também foram confirmados em Bangladesh e na Índia, quando o vírus se espalhou diretamente de pessoa para pessoa. Em Siliguri, na Índia, em 2001, a transmissão do Nipah também foi relatada em um ambiente de saúde, onde 75% dos casos foram diagnosticados entre funcionários ou visitantes de um hospital, segundo a OMS.
Sintomas
As pessoas infectadas podem apresentar sintomas como febre, dores de cabeça, dor muscular, vômitos e dor de garganta. Em seguida, podem surgir sinais como tonturas, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos que iniciam encefalite.
Alguns pacientes também podem apresentar pneumonia atípica e problemas respiratórios graves. Encefalite e convulsões ocorrem em casos graves, podendo evoluir para coma em 24 a 48 horas.
Diagnóstico
O vírus Nipah pode ser diagnosticado com base no histórico clínico durante as fases aguda e de convalescença da doença. Os principais testes utilizados são o RT-PCR em fluidos corporais e a detecção de anticorpos por meio do ensaio imunoenzimático também é utilizada para verificar a presença do vírus.
O exame RT-PCR é um teste de laboratório que também é usado para confirmar a existência de infecções por vírus como Zika, Ebola, H1N1 e Covid-19. O método pode ser feito através de amostrar biológicas, incluindo sangue e secreções do fundo da garganta e narinas.
Tratamento
Não existem medicamentos ou vacinas específicos para a infecção pelo vírus embora a OMS tenha identificado o Nipah como uma doença prioritária no Plano de Pesquisa e Desenvolvimento.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



