Tirar a cutícula faz mal? Dermatologista alerta para riscos
Especialista explica por que a remoção frequente pode causar infecções nas unhas

A retirada da cutícula é um hábito comum no Brasil e costuma ser associada à aparência de unhas mais limpas. Do ponto de vista dermatológico, porém, a prática exige atenção.
Segundo o dermatologista Lucas Miranda, a cutícula não é um excesso sem função. Ela é uma estrutura importante para proteger a matriz ungueal, região responsável pela formação da unha.
A cutícula funciona como uma barreira física entre o ambiente externo e a raiz da unha, impedindo a entrada de fungos, bactérias e outros micro-organismos.
Quando essa proteção é removida com alicates ou instrumentos cortantes, cria-se uma porta de entrada para infecções. Entre as mais comuns estão as paroníquias, inflamações dolorosas ao redor das unhas que podem causar vermelhidão, inchaço e até secreção de pus.
Além do risco infeccioso, a retirada frequente estimula um ciclo de agressão e regeneração. O organismo responde ao trauma formando uma cutícula mais espessa e aderida, o que leva à necessidade de novas remoções.
Esse processo contínuo pode provocar irregularidades na unha, enfraquecimento, descamação ao redor dos dedos e aumento da sensibilidade local.
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Transmissão de doenças
Outro ponto de alerta é a possibilidade de transmissão de doenças quando os instrumentos não são esterilizados corretamente. Hepatites virais e outras infecções podem ser transmitidas por materiais contaminados, especialmente em locais sem controle rigoroso de biossegurança.
A hidratação regular ajuda a reduzir o ressecamento sem comprometer a função protetora da cutícula
Em caso de dor persistente, secreção ou mudanças na aparência das unhas, a recomendação é buscar avaliação médica para diagnóstico individualizado.
Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.



