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Tempo seco: altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar podem agravar quadros de alergias

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o nível ideal da umidade relativa do ar para a saúde humana varia entre 40% e 70%.

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Até o momento, o dia mais quente do ano foi em 14 de março, quando os termômetros marcaram 34,6 °C às 15h • Freepik/Banco de imagens

Com recorde de altas temperaturas, falta de chuva e baixa umidade relativa do ar nos últimos dias, a população sofre com os impactos à saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o nível ideal da umidade relativa do ar para a saúde humana varia entre 40% e 70%. Quando esse índice cai e fica abaixo de 30%, a situação é considerada de alerta devido aos riscos para a saúde.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia, Roberto Souza Lima, as pessoas que têm alergia são muito afetadas e podem desenvolver processos alérgicos crônicos que dificulta ainda mais as condições respiratórias.

"Os olhos ressecam bastante. Então, nós estamos tendo já muitos pacientes com os olhos secos, provocando conjuntivite. Problemas respiratórios, nariz entupido e tosse crônica. E essa tosse é uma tosse persistente, uma tosse chata, em que o paciente, principalmente aquele que tem um quadro de asma, ele vai ficar com falta de ar, chiando o peito e tossindo principalmente o dia inteiro. Aquele paciente que, de vez em quando, tinha as crises de espirros, coriza, o nariz escorrendo, entupido e coçando, ou aquela tosse, de vez em quando ele chiava o peito. Com esse quadro de muita secura e muito calor, então fica crônico porque isso passa a ser todo dia e de forma cada vez mais intensa e mais frequente. A boa notícia é que este quadro é reversível. Então o paciente vem até a gente, a gente trata esse quadro mais crônico e depois vai voltando ao seu normal”, destaca.

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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.