SUS é a única assistência de saúde para 75% dos idosos no Brasil, revela estudo
Pesquisa também traz dados sobre segurança alimentar e participação de idosos no mercado de trabalho

Cerca de 75% dos brasileiros com 60 anos ou mais dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Relatório Longevidade e Economia Brasileira, estudo do Itaú Viver Mais em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP).
Além disso, a pesquisa revela que 27,3% da população idosa vive com algum grau de insegurança alimentar. O estudo também aponta que, entre 2009 e 2018, houve aumento de 20% no consumo de refeições fora de casa, acompanhado de uma piora na qualidade da alimentação.
O relatório trata principalmente do envelhecimento acelerado da população brasileira. De acordo com o estudo, pessoas com 60 anos ou mais representam 15,7% da população nacional.
"Promover o debate sobre a longevidade no Brasil é parte central do nosso compromisso em sermos uma voz ativa na construção de um futuro mais justo e sustentável. Não se trata apenas de viver mais, mas de garantir que essa jornada aconteça com dignidade, segurança e inclusão", afirma Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco.
"Os dados mostram que o envelhecimento da população brasileira já produz impactos estruturais sobre a economia, as cidades e as dinâmicas sociais do país. A pesquisa buscou integrar diferentes bases de dados e perspectivas analíticas para compreender esse processo de forma ampla, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias institucionais mais preparadas para os desafios da longevidade", completam Eduardo de Rezende Francisco e Lauro Gonzalez, pesquisadores líderes do estudo na FGV EAESP, representando os centros de pesquisa FGVanalytics e FGVcemif.
Pessoas idosas no mercado de trabalho
O relatório Longevidade e Economia Brasileira mostra que as pessoas com 60 anos ou mais respondem por 25% da renda dos lares brasileiros e, em 27% dos casos, são os principais responsáveis financeiros pelo domicílio.
Além disso, o número de idosos no mercado formal de trabalho cresceu cerca de 88% entre 2012 e 2022. Por outro lado, as vagas concentram-se na faixa de 60 a 64 anos e em ocupações de baixa remuneração, muitas com salário mínimo.
Cerca de 83% dos idosos dependem da Previdência Pública como principal renda. O relatório alerta que o número de aposentados cresce mais rápido que o de contribuintes, gerando taxa de reposição negativa.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



