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Saiba quais são os tipos de câncer de pele mais comuns e suas características

Câncer de pele é o tipo mais comum da doença no Brasil e no mundo

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Surgimento de pintas pode indicar câncer de pele. • Imagem ilustrativa - Unsplash

O câncer de pele é o câncer mais frequente no mundo e no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Dividido em dois tipos, melanoma e não melanoma, esse tipo da doença pode causar sérios problemas se não for tratada precocemente.

Segundo Carolina Cardoso, líder regional do grupo de oncologia cutânea e oncologista clínica da Oncoclínicas, os tipos de câncer de pele são:

  • carcinoma escamocelular e carcinoma basocelular - mais comuns;
  • melanoma - mais raro e agressivo.

Os cânceres de pele aparecem, geralmente, em áreas mais expostas ao sol, como cabeça e pescoço. "Tanto o carcinoma escamocelular, quanto o basocelular aparecem geralmente como feridinhas que não cicatrizam", explicou a oncologista.

O melanoma tem um risco maior que os outros tipos de câncer de pele de espalhar para outros órgãos do corpo e, por isso, ele merece uma atenção especial

carolina cardoso, líder regional grupo oncologia cutânea e oncologista clínica da oncoclínicas

É preciso ficar atento aos sinais

Quanto mais precoce e menor a lesão, maior a chance de cura

carolina cardoso, líder regional do grupo oncologia cutânea oncologista clínica da oncoclínicas

Tratamento

A médica afirmou que o principal tratamento para o câncer de pele, se estiver em fases precoces, é a cirurgia. É importante que o procedimento seja feito com uma pessoa especialista no assunto, a fim de evitar que a doença volte.

"A cirurgia deve ser feita por alguém que seja especialista no assunto, porque não é raro chegar no consultório pacientes com diagnóstico desses cânceres de pele, que são mais comuns e menos agressivos, terem sido menosprezados e tratados de uma forma aquém do que eles deveriam. Isso gera dano lá na frente", afirmou.

Dependendo do caso, após a cirurgia, pode ser feita radioterapia, no caso dos não melanomas de alto risco. No caso do melanoma, é possível fazer imunoterapia antes e/ou depois da cirurgia.

É essencial que o paciente seja atendido por uma equipe multiprofissional, e o tratamento não deve ser definido por apenas um profissional. "Isso é de extrema importância para o sucesso do tratamento", finalizou a médica.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.