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Quando uma pinta se torna sinal de alerta? Dermatologista explica

Pintas podem ser confundidas com melanomas e indicar a presença de doenças de pele

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Pintas podem servir de alerta para problemas de pele
Pintas podem ser de nascença ou surgir ao longo da vida • Freepik

As pintas são lesões benignas que podem ser de nascença ou surgir ao longo da vida. Elas apresentam tons variados e suas características podem funcionar como alerta para doenças de pele.

A dermatologista Cristiane Carcano, em participação no programa Acir Antão desta terça-feira (24), explica quando devemos nos preocupar com uma pinta. “Quando você tem uma pinta que é muito diferente do seu padrão, ou muito grande ou com uma cor muito distinta das outras, ela merece atenção. Outra questão é a mudança na característica: uma pinta que você tem há anos e, de repente, começa a crescer, muda de textura, aumenta a cor ou fica com a borda irregular.”

A médica chama a atenção para pintas que coçam de forma persistente ou apresentam sangramento espontâneo. “Toda pinta que coça persistentemente ou sangra, principalmente se for um sangramento espontâneo, que não foi induzido por trauma, merece atenção”, orienta.

As pintas também podem ser confundidas com melanomas. “Diferente da pinta comum, que é estável ou cresce muito devagar, o melanoma costuma crescer rápido e mudar de cor, ter bordas irregulares ou apresentar sintomas como sangramento e coceira persistente. Ele tem um grande potencial de se espalhar (metástase) pelo corpo. Às vezes, uma pinta pequenininha cresce em profundidade e gera um desfecho ruim”, alerta a médica.

A dermatologista recomenda que os pacientes nunca cauterizem ou queimem uma pinta. “Se for retirar, deve-se retirar inteira e enviar sempre para análise histológica por um patologista para confirmar se era benigna", afirma. O procedimento é rápido e indolor, pois é feito com anestesia local.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.