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Produtos Ypê com lote final '1' fabricados até março continuam suspensos pela Anvisa

Fábrica em Amparo, no interior paulista, foi liberada para retomar produção nesta sexta (29) após correções sanitárias

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Apesar de ter autorizado a fábrica da Ypê a voltar a operar nesta sexta-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a proibição de venda, distribuição e uso de determinados produtos da marca fabricados no início do ano.

A restrição atinge diretamente os lotes de Lava-Louças Líquido, Lava-Roupas Líquido e Desinfetantes com numeração final "1" que foram fabricados até o dia 31 de março de 2026. (Veja a lista completa dos produtos afetados)

De acordo com a determinação da agência reguladora, esses produtos antigos não devem ser utilizados e nem descartados. Eles precisam ser mantidos armazenados de forma segura pelos supermercados e consumidores. A liberação desses lotes específicos só acontecerá gradativamente, à medida que a empresa apresentar laudos de testes emitidos por laboratórios credenciados pela Anvisa que comprovem a ausência de riscos.

Fábrica em SP foi liberada para novos lotes

A continuidade da suspensão dos itens fabricados até março contrasta com a situação atual da linha de produção da Química Amparo (fabricante da Ypê). Após uma reinspeção de dois dias, técnicos da Anvisa e das vigilâncias sanitárias estadual e municipal constataram que a empresa corrigiu as falhas graves encontradas no mês passado.

Antes e depois da fábrica em Amparo-SP • Reprodução/ Fantástico | Heitor Moreira/EPTV
Antes e depois da fábrica em Amparo-SP • Reprodução/ Fantástico | Heitor Moreira/EPTV

Com isso, as máquinas receberam autorização para voltar a funcionar imediatamente. A Anvisa também deu sinal verde para a comercialização dos mesmos produtos (Lava-Roupas, Lava-Louças e Desinfetantes) com final de lote "1", desde que tenham sido fabricados a partir de 1º de abril de 2026.

O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, que visitou a unidade fabril no interior paulista, garantiu que os novos produtos que estão saindo da linha de montagem agora são seguros e atendem às exigências do órgão. Contudo, o monitoramento sobre a empresa continuará ativo para garantir que os 76 requisitos sanitários apontados na vistoria inicial sigam sendo cumpridos rigorosamente.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde