Poliomielite: crianças voltarão a receber dose de reforço aos 4 anos
Mudanças no Calendário Nacional de Vacinação passarão a valer a partir de agosto deste ano

O esquema vacinal determinado pelo Ministério da Saúde voltará a contar com uma dose de reforço contra poliomielite para crianças de quatro anos. A mudança no Calendário Nacional de Vacinação começa a valer a partir de 3 de agosto deste ano.
Com isso, as crianças deverão tomar três doses da vacina inativada contra poliomielite (VIP), aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de dois reforços: um aos 15 meses e outro aos quatro anos.
As crianças que receberam as três doses iniciais e o reforço devem tomar a nova dose aos quatro anos. As aplicações devem ocorrer com, no mínimo, seis meses de intervalo.
Já as crianças que tomaram duas doses de reforço não precisam tomar outra dose e são consideradas adequadamente vacinadas.
Poliomielite
A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por vírus. O contágio ocorre por meio do contato direto com fezes ou secreções eliminadas pela boca de pessoas doentes. No Brasil, não há circulação de poliovírus selvagem (da poliomielite) desde 1990.
Em casos graves, a doença causa paralisia nos membros inferiores. Segundo o Ministério da Saúde, a poliomielite também pode causar as seguintes sequelas:
- Problemas e dores nas articulações;
- Pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão;
- Crescimento desigual das pernas, o que faz com que a pessoa mancar e inclinar-se para um lado, causando escoliose;
- Osteoporose;
- Paralisia em uma das pernas;
- Paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta;
- Dificuldade para falar;
- Atrofia muscular;
- Hipersensibilidade ao toque.
Os sintomas variam conforme as formas clínicas da doença. Os mais frequentes são:
- Febre
- Mal-estar
- Dor de cabeça
- Dor de garganta e no corpo
- Vômitos
- Diarreia
- Constipação (prisão de ventre)
- Espasmos
- Rigidez na nuca
- Meningite
Não existe tratamento específico para poliomielite. A principal forma de prevenir é por meio da vacinação.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



