Pesquisa aponta setores mais afetados pelo Burnout; veja quais são
Um levantamento feito pela Gupy, plataforma de Inteligência Artificial (IA) voltada à aquisição e gestão de pessoas, apontou os segmentos mais afetados pela condição

Muitas vezes confundida com o cansaço normal do dia a dia, a Síndrome do Burnout tem atingido cada vez mais pessoas. Segundo dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), em 2025, foram 6.985 afastamentos por Burnout, classificada por um estado de esgotamento físico e emocional relacionado diretamente ao trabalho.
Um levantamento feito pela Gupy, plataforma de Inteligência Artificial (IA) voltada à aquisição e gestão de pessoas, apontou os segmentos mais afetados pela condição. O estudo analisou dados da plataforma entre maio de 2025 e fevereiro de 2026. Notas críticas (abaixo de 5 na escala de 0 a 10) em pesquisas de clima e engajamento foram levadas em conta para o cálculo.
A pesquisa apontou que o setor de Varejo e Atacado é o mais afetado pelo burnout. Em seguida, vem a Educação, Marketing/Comunicação, Hotelaria/Restaurantes, Setor Público/ONGs e Arte e Lazer, fechando o top 5.
- Veja a lista completa:
- Varejo e Atacado (10,79%)
- Educação (9,87%)
- Marketing/Comunicação (9,67%)
- Hotelaria/Restaurantes (9,55%)
- Setor Público/ONGs (9,14%)
- Arte e Lazer (8,38%)
- Serviços de Saúde (7,15%)
- Consultoria (6,04%)
- Indústria (5,40%)
- Tecnologia (cerca de 3,2%)
- Transporte/Logística (cerca de 3,2%)
- Agronegócio (cerca de 3,2%)
- Serviços (cerca de 3,2%)
- Construção (cerca de 3,2%)
- Utilidade Pública (cerca de 3,2%)
- Financeiro (cerca de 3,2%)
Assédio
Ainda de acordo com a pesquisa, o Setor Público e de ONGs é o que tem mais relatos de assédio, com uma taxa de 17,24%. Educação, Marketing e Comunicação, Varejo e Atacado, Serviços de Saúde, Hotelaria e Restaurantes, Artes e Lazer e Finaneiro também estão na lista.
A subnotificação também está em alta: 35% das mulheres relatam ter sofrido assédio sexual, mas apenas 10% denunciaram por canais formais. Os motivos são percepção de ineficácia, medo de exposição e temor de retaliação.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
