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Parkinson além dos mitos: o que a doença revela sobre sintomas, tratamento e qualidade de vida

Estigmas cercam a condição, mas os avanços médicos ajudam pacientes a manter a autonomia

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A morte do cantor argentino Carlos "Indio" Solari, aos 77 anos, no dia 5 de junho, chama a atenção para uma das doenças neurológicas mais comuns do mundo: o Parkinson. Conhecido por sua trajetória marcante no rock argentino, o artista conviveu por mais de dez anos com a condição, tornando pública sua luta contra a enfermidade em 2016.

Como destaca uma matéria publicada pelo site de notícias Infobae, apesar de ser frequentemente associada apenas aos tremores, a doença de Parkinson é muito mais complexa. Trata-se de um distúrbio neurodegenerativo crônico que afeta principalmente o controle dos movimentos, mas que também pode provocar alterações no sono, no humor, na cognição e na percepção da dor.

Durante anos, Solari falou publicamente sobre as limitações impostas pela doença. Em uma de suas declarações mais conhecidas, afirmou: "O senhor Parkinson está sempre no meu encalço", expressão usada para descrever o avanço gradual dos sintomas em sua rotina. O cantor também relatou dores constantes e rigidez muscular, sintomas que, segundo especialistas, estão entre as manifestações mais frequentes da condição.

Os principais mitos sobre o Parkinson

Um dos maiores equívocos sobre a doença é acreditar que todos os pacientes apresentam tremores. Na realidade, muitas pessoas desenvolvem principalmente rigidez muscular, lentidão dos movimentos e dificuldades para caminhar. Em alguns casos, os tremores sequer aparecem nas fases iniciais.

Outro mito comum é imaginar que o diagnóstico representa uma perda imediata de independência. Embora seja uma condição progressiva, muitos pacientes conseguem manter atividades profissionais, sociais e criativas por anos com acompanhamento adequado e tratamento multidisciplinar. A própria experiência de Solari ilustra essa realidade: mesmo após o diagnóstico, ele continuou escrevendo, pintando e desenvolvendo projetos artísticos.

Causas

O Parkinson surge quando ocorre a perda progressiva de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, substância essencial para a coordenação dos movimentos. A idade avançada é um dos principais fatores de risco, mas aspectos genéticos e ambientais também podem influenciar o desenvolvimento da doença.

Atualmente, estima-se que milhões de pessoas convivam com o Parkinson em todo o mundo. O crescimento dos diagnósticos tem chamado a atenção da comunidade científica, especialmente devido ao envelhecimento da população global.
Outros sintomas

Além da rigidez muscular, da lentidão para se movimentar e das alterações no equilíbrio, o Parkinson pode causar problemas de sono, ansiedade, depressão, dificuldades cognitivas e dores persistentes. Esses sintomas costumam impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.

Tratamentos ajudam a preservar a qualidade de vida

Embora ainda não exista cura para a doença, os tratamentos atuais permitem controlar os sintomas e prolongar a autonomia dos pacientes. A levodopa continua sendo o medicamento mais utilizado, frequentemente associada a outras terapias medicamentosas. Além disso, fisioterapia, exercícios físicos, reabilitação motora e acompanhamento multiprofissional desempenham papel fundamental no tratamento.

Em entrevistas concedidas nos últimos anos, Solari destacou a importância da medicação, da fisioterapia e das atividades físicas adaptadas para enfrentar os desafios diários impostos pela doença.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.