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O que é xenotransplante, autorizado aos católicos pelo Vaticano

Documento publicado pelo Vaticano autoriza transplante de órgãos e tecidos de animais para humanos

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Veterinarian doctor ready to give a medicine shot to a pig at the farm.
Casos mais comuns são de transplantes de porcos para humanos • Freepik

O Vaticano divulgou nessa terça-feira (24) um documento que autoriza os católicos a receber transplantes de órgãos e tecidos de origem animal. O texto, de 88 páginas, atualiza as diretrizes estabelecidas em 2001, quando a Igreja Católica tratou do tema pela primeira vez.

O transplante de órgãos entre espécies diferentes é chamado de xenotransplante. Os casos mais comuns são de transplantes de órgãos e tecidos de porcos para humanos.

Os suínos são usados frequentemente no procedimento pela compatibilidade de órgãos e tecidos com os humanos. Além disso, os animais são criados em larga escala e frequentemente abatidos para consumo da carne de porco.

O principal desafio do processo é o risco de rejeição dos órgãos. O famoso estudo de clonagem com a ovelha Dolly, no final dos anos 1990, permitiu silenciar os genes identificados como incompatíveis com os humanos, reduzindo os casos de rejeição.

O primeiro passo no processo de xenotransplante foi herdado dessa técnica. Os genes dos suínos que causam rejeição hiperaguda em humanos são silenciados e, em seguida, as células são transferidas para óvulos de matrizes que darão origem a embriões sem os genes que provocam a rejeição. Os embriões geneticamente modificados são inseridos em porcas, e nascem os leitões aptos a doar órgãos.

O caso mais famoso de xenotransplante com humanos foi comandado pelo médico brasileiro Leonardo Riella, em março de 2024. Na ocasião, um homem de 62 anos com doença renal em estágio terminal recebeu um rim de porco no Hospital Geral de Massachusetts, ligado à Harvard Medical School, em Boston. Ele foi o primeiro paciente vivo a passar pelo procedimento e morreu dois meses depois, por causas não relacionadas ao transplante.

 

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.