Novo Mounjaro multidose pode baratear e facilitar tratamento, diz médica
Nova versão do medicamento com mais de uma dose em uma só caneta foi aprovada pela Anvisa nessa quarta-feira (18)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova versão do Mounjaro, com mais de uma dose em uma só caneta. A versão vendida atualmente é de uso único e descartável. Com a novidade, o remédio permitirá múltiplas aplicações com o mesmo aplicador.
A médica Eliana Teixeira, pós-graduada em endocrinologia e nutrologia e especialista em emagrecimento, explica que, “na prática, isso traz mais praticidade, já que reduz a necessidade de manipulação frequente do dispositivo e facilita a adesão ao tratamento”. Ela detalha que a medida pode impactar até no preço do produto.
“Há um potencial impacto positivo no custo, porque a logística de produção, armazenamento e distribuição tende a ser otimizada. Isso pode, sim, refletir em maior acessibilidade ao longo do tempo, embora o preço final ainda dependa de fatores como políticas de mercado, distribuição e cobertura por planos de saúde”, afirma.
A especialista detalha que o tratamento é individualizado e elaborado a partir do quadro e dos objetivos do paciente. Na maioria das vezes, o médico usa o medicamento como estratégia de médio a longo prazo e inclui a progressão gradual das doses conforme a necessidade.
“O tratamento é individualizado e depende de fatores como o objetivo do paciente, resposta clínica, presença de doenças associadas e mudanças no estilo de vida. Em muitos casos, ele é pensado como uma estratégia de médio a longo prazo, sempre com acompanhamento médico, para garantir segurança e sustentabilidade dos resultados”, diz a médica.
Entre os efeitos colaterais, a médica cita “náuseas, sensação de estômago cheio, redução do apetite, constipação ou, em alguns casos, diarreia”. Esses sintomas são mais comuns no início do tratamento e costumam ser transitórios.
A dra. Eliana Teixeira lembra que os pacientes que se tratam com Mounjaro devem seguir em alerta e manter hábitos saudáveis, pois podem voltar a engordar. “A obesidade é uma doença crônica, multifatorial, que envolve aspectos hormonais, comportamentais, emocionais e ambientais. Se, após a suspensão do medicamento, o paciente não mantiver mudanças consistentes no estilo de vida, como alimentação equilibrada, rotina de atividade física e manejo adequado do sono e do estresse, existe o risco de reganho de peso”.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



