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Ministério da Saúde recomenda dose extra da tríplice viral para bebês em SP

Recomendação acontece após o registro de três casos de sarampo em São Paulo

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Foto mostra profissional de saúde se preparando para aplicar vacina em criança em Belo Horizonte
Recomendação é para bebês de seis meses a 11 meses e 29 dias • Rodrigo Clemente/PBH

O Ministério da Saúde recomendou, nesta sexta-feira (26), a adoção de uma dose de reforço da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, em crianças de seis a 11 meses e 29 dias. A orientação serve especificamente para São Paulo e Guarulhos após casos da doença no estado.

A medida foi motivada pelo registro de três casos de sarampo em crianças menores de dois anos na zona norte de São Paulo. Duas delas frequentam a mesma creche. A terceira mora na mesma região.

O ministério informou que enviará cerca de 100 mil doses da tríplice viral para São Paulo e Guarulhos. Segundo a pasta, os casos de sarampo possivelmente estão relacionados à importação, ou seja, ao contato com pessoas infectadas vindas de fora do Brasil.

"A dose zero é uma medida extra de proteção, aplicada em crianças entre seis meses e 11 meses e 29 dias, antes da idade prevista no calendário vacinal, que é de 12 meses a 59 anos. Ela reduz o número de pessoas suscetíveis ao sarampo e o risco de transmissão do vírus", destacou o Ministério da Saúde em comunicado.

O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê a aplicação da vacina contra o sarampo em duas doses: a primeira, aos 12 meses (tríplice viral), e a segunda, aos 15 meses (tetraviral).

Quem deve se vacinar contra o sarampo

Todas as pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante das duas doses devem se imunizar. Entre pessoas de cinco a 29 anos, a imunização é feita com duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Pacientes de 30 a 59 anos devem tomar apenas uma dose.

Sintomas e transmissão

Os sintomas do sarampo podem ser confundidos com outras doenças virais. Os pacientes apresentam erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão ocorre por contato direto com pessoas infectadas, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.