Ministério da Saúde investiga causa de doença que atinge a aldeia Katurãma, na Grande BH
No sábado (31), os indígenas realizaram um protesto na BR-381 pedindo a regularização do abastecimento de água e assistência médica para as crianças da comunidade

O Ministério da Saúde informou que mobilizou equipes para investigar as causas de uma doença, ainda não identificada, que tem atingido crianças da aldeia da aldeia Katurãma, localizada em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As crianças apresentam erupções na pele.
Conforme a nota da pasta, uma criança foi internada na semana passada com suspeita de Mpox, mas após exames, a suspeita foi descartada. Nos próximos dias, a equipe do Distrito Sanitário Indígena (DSEI), juntamente com as equipes de saúde do município e da mineradora Vale S.A, vão realizar uma busca ativa em todos os domicílios da comunidade para identificar enfermidades semelhantes a da criança internada.
'A Companhia recomendou que os aldeões contratem um profissional para substituir o ramal interno e ofereceu apoio técnico, por meio de orientações, para a execução dessas intervenções', concluiu em nota.
O que diz a SES sobre a doença
À Itatiaia, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que até o momento não há confirmação de casos de Mpox na aldeia Katurãma.
Duas crianças estão internadas no Hospital João Paulo II, em Belo Horizonte, sendo que o exame já realizado em uma delas para Mpox deu negativo. O quadro clínico é estável e os sintomas são febre, diarreia e lesões na pele.
'A SES-MG descarta, ainda, um surto da doença e está acompanhando a evolução e investigação dos casos por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (Cievs-Minas) e da Unidade Regional de Saúde da capital mineira', informou em nota.
Confira a nota do Ministério da Saúde:
'O Ministério da Saúde informa que tem acompanhado de perto a situação da comunidade da Aldeia Katurãma, em São Joaquim de Bicas, e tem atuado com equipe de saúde com atendimentos de rotina.
Na última semana, uma criança foi internada com suspeita de MPOX, mas após exames, a suspeita foi descartada. Agora uma equipe epidemiológica do Distrito Sanitário Indígena (DSEI) trabalha na investigação do que pode ter causado as lesões na pele da criança internada.
Nos próximos dias, a equipe do DSEI, juntamente com as equipes de saúde do município e da mineradora Vale S.A, vão realizar uma busca ativa em todos domicílios da comunidade para identificar enfermidades semelhante a da criança internada.
Além disso, estão previstas também ações educativas, mutirões de limpeza na região e aplicação de inseticida para controle de insetos, como carrapatos e bichos de pé'.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



