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Mater Dei avança no uso da cirurgia robótica e amplia possibilidades no tratamento cardíaco

Tecnologia permite realizar procedimentos complexos por pequenas incisões, com menos dor, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades

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Banco de Imagens/Rede Mater Dei

O que antes parecia pertencer ao futuro já faz parte da realidade de pacientes e especialistas. Com os avanços da tecnologia, procedimentos cardíacos antes associados a grandes incisões e longos períodos de recuperação hoje podem ser realizados de forma menos invasiva e com mais precisão. Na Rede Mater Dei, a cirurgia robótica já permite tratar diferentes doenças do coração por meio de pequenas incisões, reduzindo o impacto do procedimento no organismo e tornando a recuperação mais rápida e confortável.

Reunindo tecnologia, equipes especializadas e avaliação individualizada dos pacientes, a estrutura da Rede Mater Dei incorpora a cirurgia robótica cardiovascular como uma opção avançada de tratamento. A técnica pode ser utilizada em procedimentos complexos, mas sua indicação depende das características de cada caso, dos exames apresentados e das condições clínicas da pessoa que será operada.

Para o Cirurgião Cardiovascular, Endovascular e Cirurgia robótica nas unidades Santo Agostinho, Contorno e Nova Lima., Dr. Luciano Matar, essa evolução representa uma mudança importante na forma de realizar cirurgias cardíacas. “A cirurgia robótica representa uma das maiores evoluções da cirurgia cardíaca nas últimas décadas. Hoje conseguimos realizar procedimentos complexos por pequenas incisões, sem precisar abrir o tórax na maioria dos casos. Isso significa menos trauma para o paciente, menos dor e uma recuperação muito mais rápida. Eu costumo dizer que esse é um caminho sem volta. Assim como aconteceu com a cirurgia por vídeo em outras especialidades, a robótica é o futuro da cirurgia cardiovascular, afirma.”

Cirurgia robótica reduz o impacto do procedimento no paciente

Com incisões menores, o paciente tende a apresentar menos dor, menor perda de sangue e menor risco de infecção. O período de internação também pode ser reduzido, assim como o tempo necessário para retomar atividades pessoais e profissionais.

“O maior benefício é que o paciente sofre muito menos com a cirurgia. Como não é necessário abrir o osso do peito na maioria dos casos, a dor costuma ser menor, há menor perda de sangue, menor risco de infecção e a recuperação é muito mais rápida. Muitos pacientes recebem alta em três ou quatro dias e conseguem voltar às suas atividades muito antes do que acontecia na cirurgia convencional. Além disso, o resultado estético também costuma ser muito melhor, explica o Dr. Luciano Matar.

Entre os procedimentos que já podem ser realizados com apoio da robótica estão cirurgias das válvulas do coração, especialmente a mitral e a tricúspide, correção de alterações cardíacas presentes desde o nascimento, retirada de tumores, tratamento de algumas arritmias e revascularização do coração em casos selecionados.

Cirurgião controla todos os movimentos durante a operação

Uma dúvida comum é se o equipamento realiza a cirurgia de forma automática. Apesar do nome, o robô não toma decisões nem executa movimentos sozinho. Todo o procedimento é conduzido pelo cirurgião, que permanece próximo ao paciente e controla os instrumentos em tempo real. É como se as mãos do cirurgião estivessem dentro do tórax do paciente, mas com uma visão ampliada em três dimensões e uma precisão ainda maior. Essa visão ampliada ajuda a equipe médica a observar estruturas pequenas e delicadas do coração. Os instrumentos também conseguem reproduzir movimentos precisos em regiões de difícil acesso, o que favorece a realização de procedimentos complexos por incisões menores.

Nem todos os pacientes, porém, podem ser submetidos à abordagem robótica. Antes da indicação, a equipe avalia a doença, os exames de imagem, a anatomia do tórax e dos vasos sanguíneos, cirurgias anteriores e outras condições de saúde.

Rede Mater Dei investe em tecnologia e recuperação mais rápida

Os avanços também podem ser percebidos no período posterior à cirurgia. O Dr. Luciano Matar relata o caso de um paciente de 49 anos que precisava reparar a válvula mitral. O procedimento robótico foi realizado em uma quarta-feira, e a alta ocorreu no sábado pela manhã. Quinze dias depois, o paciente já havia retomado atividades físicas leves, como jogar tênis.

O investimento da Rede Mater Dei nessa tecnologia acompanha um movimento de modernização dos tratamentos e de busca por procedimentos que reduzam o sofrimento durante a recuperação. A estrutura hospitalar e a experiência das equipes também são fundamentais para selecionar corretamente os pacientes e conduzir todas as etapas do cuidado.

Ao investir em cirurgia robótica, o hospital oferece acesso ao que existe de mais moderno na medicina, atrai equipes altamente qualificadas e proporciona tratamentos cada vez menos invasivos e mais eficientes. Isso se traduz em melhor experiência para o paciente, recuperação mais rápida e resultados cada vez melhores.

Para o Dr. Luciano Matar, “estamos apenas no começo dessa transformação.” Nos próximos anos, a tendência é que a cirurgia cardíaca robótica passe a ser utilizada em um número maior de situações, acompanhada por imagens cada vez mais detalhadas e novos recursos de apoio aos médicos. A cirurgia convencional continuará sendo necessária em muitos casos, mas a robótica amplia as possibilidades de tratamento e oferece uma alternativa menos invasiva para pacientes que apresentam condições favoráveis ao procedimento.

Os agendamentos de consulta podem ser feitos através do telefone (31) 3339 9595 ou clicando aqui.

 

 

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