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Leishmaniose: campanha nacional alerta para riscos e prevenção da doença

Segundo a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, de janeiro até agosto deste ano, já foram registrados em todo o estado quase 550 casos de leishmaniose

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Unhas grandes, perda de pelo e feridas são sintomas comuns na leishmaniose canina
Cuidar das feridas é essencial para evitar o prolongamento da doença • Prefeitura de BH

Estamos na Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose que vai até o dia 17 de agosto. A campanha tem como objetivo alertar a população para os riscos da doença e divulgar as formas de prevenção. Segundo a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, de janeiro até agosto deste ano, já foram registrados em todo o estado quase 550 casos de leishmaniose. Dez pessoas morreram em decorrência de complicações da doença, incluindo a leishmaniose visceral, que atinge os órgãos internos, e a leishmaniose tegumentar, que ataca a pele e as mucosas.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, é necessário a ajuda da população com adoção de medidas de prevenção e controle do vetor. “O mosquito vai se desenvolver em regiões que estão sujas, que têm matéria orgânica, então o mosquito vai ter ali a possibilidade de se proliferar. A leishmaniose visceral, especialmente, ela tem uma letalidade alta, em torno de 90%, e a leishmaniose tegumentar gera feridas na pele que são muito feias, são feridas muito complexas. Portanto, a gente precisa conscientizar as pessoas do papel do controle do vetor, que se dá dentro de casa e nas beiras de rio”, detalha.

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“Se tiver sintoma como febre, prostração, inchaço na região da barriga, procurar a unidade de saúde imediatamente. A letalidade chega perto de 90% em casos da leishmaniose visceral, inclusive já tivemos óbitos registrados nesse ano. No caso de leishmaniose tegumentar, procurar a unidade de saúde para curar as feridas. A gente precisa entrar com medicamento para isso, para curar as feridas e evitar que tenha um prolongamento dessa doença”, alerta Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.