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INCA alerta para riscos de vapes e pods entre jovens: 'Cada vez mais pediátrico'

Ministério da Saúde destaca que não há dispositivo eletrônico para fumar seguro

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Cerca de 2 milhões de adolescentes de 13 a 15 anos fumam cigarros eletrônicos no continente americano • Imagem ilustrativa / Pixabay

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) defendeu medidas mais duras no combate aos vapes e pods durante evento pelo Dia Mundial sem Tabaco, celebrado neste domingo (31). Os cigarros aromáticos e dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) são usados principalmente por jovens e adolescentes.

"Me impressiona a desinformação que a gente ainda tem, porque um produto que mata um em cada dois usuários, isso não é um produto que podia existir”, defende Roberto Gil, diretor-geral do INCA.

Cerca de 2,6 milhões de adolescentes de 13 a 15 anos consomem tabaco no continente americano, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Desse número, 2 milhões utilizam o cigarro eletrônico.

O que a gente tem é um transicionamento, isso acontece no mundo inteiro, dos cigarros para drogas com mais tecnologia, para nicotina sintética, para sais de nicotina, para produtos cognitivos e a gente tem, a partir daí, uma atratividade muito aumentada para que nossas futuras gerações sejam captadas pela indústria da nicotina e se tornem uma geração de dependentes da nicotina

Secretária-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, Vera Luiza da Costa e Silva.

A coordenadora da Política de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil do Ministério da Saúde, Suyanne Camille Caldeira Monteiro, reforça dizendo que "não há dispositivo eletrônico para fumar seguro”. Além disso, Roberto Gil destaca que o público atingido pelo tabagismo é cada vez mais jovem.

“O tabagismo se torna cada vez mais uma doença pediátrica, que atinge pessoas numa faixa de menos de 20 anos. Então, a gente hoje tem que ter um olhar atento para isso e todos os pediatras também têm que estar atentos para isso, porque é uma necessidade que a gente tem para evitar”, alerta.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.