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Hesitação vacinal: estudo mostra aumento de recusa e atraso na vacinação entre adolescentes

Os resultados são preocupantes e acendem o alerta das autoridades de saúde

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Vacina contra influenza
Estão na lista vacinas como a BCG (anti-tuberculose), DTP (difteria, tétano e pertussis) e hexavalente (difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, meningite por Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B), além daquelas específicas para doenças como febre amarela, cólera e raiva animal • Tomaz Silva/Agência Brasil

Hesitação vacinal, já ouviu falar? É um fenômeno que acontece quando há atraso ou recusa da vacinação. O fato tem apresentado aumento entre adolescentes mineiros com idades entre nove e dezenove anos. Os dados são de um estudo do Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do estado. A pesquisa mostra que quase 46% dos adolescentes afirmam que já resistiram, tiveram medo ou dúvida sobre vacinas. Pouco mais de 21% já recusaram tomar os imunizantes que protegem contra o HPV e a meningite.

Os resultados são preocupantes e acendem o alerta das autoridades de saúde, conforme explica a professora da Escola de Enfermagem da UFMG, Fernanda Penido. “Os resultados são muito chocantes. Apesar de os adolescentes terem acesso às tecnologias, nem sempre eles se informam adequadamente sobre as vacinas. Então, nessa pesquisa, mais de 80% nunca tinha ouvido falar na CWY, por exemplo, que está disponível na atenção primária de saúde para vacinação. Muitos também desconheciam a vacina HPV. E para além do desconhecimento da vacina, eles não têm conhecimento sobre as doenças. Ou seja, eles não têm conhecimento dos riscos dessas doenças para a saúde individual e para a saúde também coletiva. Então, de fato, eles não se vacinam por desconhecimento”, destaca.

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Com o acesso livre à tecnologia, e às redes sociais, a professora relata que é um grande desafio transformar os estudos em informação de fácil entendimento e fazer com que ela chegue para a população. “Nosso desafio é transformar essa evidência científica de modo que ela atinja as pessoas, que ela saia da prateleira das universidades, e é isso que a gente tem tentado fazer. Muitas vezes, usando a tecnologia a favor, mas fazendo com que os profissionais de saúde não percam voz de validade, ou seja, que os adolescentes e suas famílias busquem fontes confiáveis, como os profissionais de saúde, para esclarecer suas dúvidas, os seus anseios e, portanto, terem aí uma reconquista das nossas coberturas vacinais”, conclui Fernanda Penido, professora da Escola de Enfermagem da UFMG.

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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.