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Hantavirose: Secretaria de Saúde de SP alerta para alta letalidade da doença no estado

Taxa de letalidade causada pela hantavirose em São Paulo é de aproximadamente 51%, segundo a SES-SP; em 2026, estado registrou quatro casos da doença e um óbito

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This handout picture released by Argentina's Health Ministry shows a scientist from the Malbrán Institute holding a container used to diagnose the Andes hantavirus, which contains RNA from the Andes virus as part of the detection process, in Buenos Aires on May 6, 2026. Argentina has seen an increase in hantavirus cases but not an outbreak, an expert told AFP on May 6, as infections aboard a cruise ship have provoked a global health scare. The MV Hondius set sail from Ushuaia in southern Argentina on April 1 and is currently anchored off the coast of Cape Verde after three passengers died, possibly of hantavirus. (Photo by Handout / ARGENTINE HEALTH MINISTRY / AFP) / XGTY / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO /Argentina's Health Ministry" - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
AFP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alerta para a alta letalidade da hantavirose no estado. A pasta reforça a importância da identificação precoce dos casos suspeitos e do início imediato da investigação epidemiológica.

Até setembro de 2026, segundo a SES-SP, o estado registrou quatro casos de hantavirose, sendo que um deles evoluiu para óbito. Desde 2007, foram registrados 199 casos e 101 mortes, o que corresponde a uma taxa de letalidade de aproximadamente 51%.

“Os casos suspeitos devem ser notificados imediatamente aos serviços de vigilância, conforme os protocolos vigentes”, destaca o comunicado da Secretaria de Saúde.

Hantavirose

A hantavirose é uma zoonose viral aguda. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas pela urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados.

“No Brasil, a doença se manifesta, em geral, como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode provocar comprometimento respiratório e cardíaco e evoluir rapidamente para quadros graves”, informou a SES-SP.

Os sinais de alerta incluem febre, dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse ou falta de ar, especificamente no caso de pessoas que tenham frequentado locais com presença ou vestígios de roedores silvestres.

A principal medida de prevenção é evitar o contato com roedores silvestres. Para isso, é importante manter ambientes limpos, evitar o acúmulo de entulho e alimentos, armazenar mantimentos em recipientes fechados e vedar frestas e acessos que permitam a entrada de roedores.

Em locais fechados, como galpões, ventile o ambiente antes da limpeza e utilize equipamentos de proteção, como luvas e máscaras. Evite varrer a seco para não levantar poeira; utilize sempre limpeza úmida para reduzir o risco de inalação de partículas contaminadas.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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